Política

MOURÃO QUER ABOLIR DIREITOS TRABALHISTAS

Mourão defende fim de direitos trabalhistas e escravização dos trabalhadores à dívida pública

Defensor de todas as atrocidades das ditaduras militares contra os trabalhadores, Mourão quer acabar com qualquer resto da CLT e dos direitos trabalhistas para garantir os lucros dos capitalistas.

sexta-feira 28 de setembro| Edição do dia

Como já denunciamos ontem no Esquerda Diário, o vice da chapa de Bolsonaro, o General Mourão, defendeu avançar sobre direitos dos trabalhadores, como o 13º salário, descrito por ele como “jabuticabas” e “mochila nas costas dos empresários”.

Mesmo com as contraditórias declarações entre Mourão e Bolsonaro, sabemos muito bem que Mourão não cometeu um “ato falho”, e que o programa da chapa da extrema-direita tem como intenção escravizar os trabalhadores em regimes de trabalho cada vez mais precários e com menos direitos, atendendo os interesses desses mesmos empresários que estariam com a “mochila nas costas”. É isso que Mourão fala quando diz que precisamos de uma Reforma Trabalista ‘séria’. Ou seja, que consiga avançar contra todos os direitos possíveis, e que torne a “mochila” dos empresários cada vez mais leve, e a vida do trabalhador cada vez mais precária.

Além disso, o defensor da tortura, e grande teórico sobre as “famílias desajustadas”, Mourão, assim como Bolsonaro e seu ‘posto Ipiranga’ Paulo Guedes, fiéis submissos aos interesses do imperialismo, querem que os trabalhadores estejam cada vez em piores condições, mas que o bolso dos banqueiros esteja cada vez mais cheio, fazendo dos trabalhadores brasileiros meros escravos da dívida pública, com trabalhos precários, salários de fome, enquanto os banqueiros recebem cerca de 1 trilhão de reais por ano do Brasil pela dívida.

Mourão é a cara cuspida da defesa de fato de tudo aqui que as ditaduras militares do mundo inteiro defenderam contra os trabalhadores, como a abolição de qualquer tipo de direitos trabalhistas para garantir superlucros aos capitalistas, e garantir de maneira implacável a submissão do país ao imperialismo. O general, candidato à vice-presidência, como bem relacionado que é com diversas federações de patronais ao redor do país, defende de forma irrestrita o direito de exploração dos capitalistas, para conseguir rasgar qualquer vestígio existente da CLT, e impor aos trabalhadores uma reforma trabalhista ainda pior do que a infernal reforma aprovada por Temer.

Mas é claro que essa perspectiva de ataques brutais não é exclusiva de Mourão e Bolsonaro. Os partidos golpistas e da direita com os quais PT quer conseguir conformar um grande pacto nacional, são tão escravistas quanto Bolsonaro. Todos foram votantes e firmes defensores da reforma trabalhistas do Temer, e querem uma reforma ainda mais dura, para garantir os interesses dos patrões, assim como o PSDB de Alckmin, que já chegou a defender a extinção do Ministério do Trabalho. Por isso além de denunciar as declarações asquerosas de Mourão e Bolsonaro, temos também de denunciar o pacto que o PT quer conformar, que não é apenas com golpistas que aprovaram ajustes no país, mas com uma direita reacionária que quer escravizar os trabalhadores brasileiros com reformas ainda mais pesadas, e apagar qualquer vestígio de direitos trabalhistas.

Temos que combater de frente essas declarações da extrema direita, e o pacto com os golpistas que o PT oferece abertamente. A partir da classe trabalhadora como sujeito, dos sindicatos e das organizações de massa, propomos impor pela luta uma Assembleia Constituinte livre e soberana, que reverta o golpe institucional, a tutela dos juízes, a crescente atuação política das Forças Armadas. Mas não para voltar ao velho pacto de 1988, e sim para questionar mais de conjunto essa degradação da democracia e que colocasse no centro do debate as grandes questões nacionais, como a abolição da dívida pública, a reforma agrária radical, uma Petrobrás 100% estatal sob gestão dos trabalhadores, a legalização do aborto, a revogação da reforma trabalhista e que todo político e juiz fosse eleito e revogável, recebendo o mesmo que uma professora




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