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Mourão confirma entrega do Brasil: BR Distribuidora vai para a Shell e Embraer para a Boeing

Os generais são nacionalistas? Que nada. Mourão confirma entrega da BR Distribuidora e da Embraer ao imperialismo

terça-feira 13 de novembro| Edição do dia

O vice-presidente General Mourão deu uma palestra a investidores que repercutiu na mídia e na bolsa de valores. Na palestra o vice-presidente de Bolsonaro confirma como o programa do governo é de rápida entrega ao imperialismo das riquezas nacionais. A vídeo-conferência de Mourão foi retratada em diversos meios de comunicação da grande mídia.

Mourão afirmou que a BR Distribuidora, a subsidiária da Petrobras responsável pela venda de combustíveis e fabricação de derivados tais como lubrificante e asfalto será vendida rapidamente. A entrega dessa empresa além de dilapidar o patrimônio público, coloca em risco o abastecimento de regiões menos rentáveis do país onde somente ela atende. Além disso desmantelar a BR Distribuidora é uma anseio de diversas empresas imperialistas para poderem lucrar mais no mercado de venda de combustíveis do país. A principal concorrente da estatal é a Raizen - fusão da anglo-holandesa Shell (com o capital-majoritário) com a patronal da cana Cosan (que também conta com participação estrangeira).

A privatização do setor de "downstream" (refino, logística e distribuição) atende a longo anseio das gigantes imperialistas pois há um excesso de capacidade de refino no mundo, e desejam exportar seu excedente destruindo o parque de refino brasileiro e lucrando bilhões aqui. Para atender a esse anseio Temer instituiu a "livre oscilação" do preço dos combustíveis, assim eles passam a ser cotados não de acordo com os custos de produção no país mas de acordo com o preço mundial, condição sine qua non para sua privatização. Não interessa a Shell, BP, Total, etc, avançar no mercado nacional se não for para vender gás de cozinha a R$ 100, gasolina a mais de R$5,00, etc.

A outra confirmação de Mourão na palestra é a ratificação da entrega do controle da Embraer para a Boeing. A antiga estatal de fabricação de aeronaves foi privatizada em 1994 e agora passará a ser uma empresa ianque, colocando em xeque qualquer veleidade de desenvolvimento de tecnologia nacional.

A confirmação deste plano antinacional e de favorecimento do imperialismo mostra como o governo Bolsonaro, eleito com ajuda da manipulação do judiciário, veio para dar continuidade ao golpe institucional e assim acelerar a submissão ao imperialismo, aumentado o pagamento da fortuna entrega na dívida pública, com privatizações, entrega do pré-sal e posições políticas alinhadas com Trump.

Para lutar contra as privatizações, contra a reforma da previdência e cada ataque do governo de Bolsonaro que o Esquerda Diário e o MRT batalham para que os sindicatos e entidades estudantis convoquem milhares de comitês pelo país nos locais de trabalho e estudo, exigindo portanto que as principais direções dessas entidades, a CUT, a CTB e UNE, cumpram com sua responsabilidade de organizar um plano de lutas com assembleias e atividades que construam uma resposta a altura desse programa de ataques.




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