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CORTES EM MEIO A PANDEMIA

Motoristas do transporte escolar realizam ato contra prefeito de Mogi Guaçu

Prefeito de Mogi Guaçu, Walter Caveanha do PTB, partido do chamado centrão a nível federal, aproveitam de decretos de exceção relativos à pandemia para encerrar contratos com motoristas do transporte escolar municipal e estadual, deixando centenas de trabalhadores sem renda durante a pandemia. Trabalhadores respondem com ato na frente da prefeitura que já dura 3 dias.

sábado 23 de maio| Edição do dia

A interrupção das aulas presenciais e decretos de exceção foram as desculpas necessárias para que a prefeitura de Mogi Guaçu no estado de São Paulo suspendesse os contratos com os motoristas que prestavam o serviço, ou seja, trabalhavam - sob essa forma jurídica do contrato - no transporte de alunos das escolas municipais e estaduais da cidade. Dessa maneira, centenas de trabalhadores ficam sem renda durante a pandemia, numa decisão abjeta da prefeitura, que optou pela suspensão do contrato mediante a abertura do espaço jurídico necessário para tal diante dos decretos de exceção relativos ao período de pandemia.

Representantes dos condutores informaram ao jornal online G1 que a prefeitura distribuiu aos manifestantes, na noite de quarta, folhetos com um ofício emitido pela Promotoria da Justiça Eleitoral. O documento tenta justificar a suspensão dos contratos com base em recomendação do Ministério Público de que o município não pode realizar “a distribuição gratuita de bens, valores e benefícios a pessoas físicas ou jurídicas” em virtude do ano eleitoral.

Bastante parcial essa lei. Apenas uma frase substituiria todo esse imbróglio: “nós, governantes, queremos que os trabalhadores paguem pela pandemia, com sua renda, empregos e vidas, por isso suspendemos os contratos, amparados pela lei capitalista que nos serve. Sem mais.”

Mediante esse descalabro, os motoristas estacionaram seus automóveis, em ato, na frente da prefeitura. A mobilização dura três dias, desde quarta-feira, e, segundo os motoristas, não vai parar até que a questão seja solucionada.

Nós, do Esquerda Diário, nos solidarizamos com essa e toda e qualquer luta dos trabalhadores, especialmente os trabalhadores da saúde que nesse momento estão na linha de frente enfrentando a crise social e sanitária colocada, sem testes, EPIs e contratações, para que não sejam nós, os trabalhadores, que paguem por essa crise com sua renda, empregos e vidas.




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