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RACISMO NOS EUA

Motoristas de ônibus de Nova York desafiam a polícia

O sindicato de motoristas de ônibus de Nova York se nega a transportar policiais e detidos, em solidariedade com as manifestações contra o racismo a partir do assassinato de George Floyd em Minneapolis.

segunda-feira 1º de junho| Edição do dia

Nas manifestações de sexta-feira contra o assassinato policial de George Floyd, os motoristas de ônibus de Nova York foram chamados a transportar aos manifestantes presos. Os motoristas se negaram.

Em todo o país houve protestos contra o brutal assassinato policial de George Floyd, assim como os assassinatos recentes de Breonna Taylor, Sean Reed e Ahmaud Arbery. Cedendo a enorme pressão púbica, o assassino de Floyd, Derek Chauvin, foi preso numa tentativa de acalmar os distúrbios, porém os protestos continuaram. Houve enfrentamentos com repressão severa, com a polícia lançando bombas de gás lacrimogênio e prendendo em massa aos manifestantes, táticas que são especialmente mais violentas durante a pandemia.

Esse foi o caso do Brooklyin na sexta a noite, quando a polícia de Nova York tomou medidas enérgicas contra os protestos que estouraram perto do Barclays Center. Porém setores da classe trabalhadora organizada já estão demonstrando solidariedade com os manifestantes.

Em um vídeo que viralizou desde então, uma multidão aplaude quando um operador da Autoridade Metropolitana de Transporte (MTA na sigla em Inglês) se nega a conduzirum ônibus cheio de manifestantes presos durante os protestos em frente ao Barclays Center do Brooklyn, em uma medida similar a realizada por motoristas de ônibus em Minneapolis.

O Transit Workers Local 100 twitou uma declaração na qual expressou sua posição oficial a respeito: os trabalhadores do transporte carregam as famílias trabalhadoras de Nova york. Não trabalham para a polícia.

Es un ejemplo alentador ver cómo los sectores de la clase trabajadora en posiciones estratégicas pueden ser solidarios con los movimientos de masas. Es un gesto de enorme poder, aun no explotado, que posee la clase trabajadora: ¿cómo ve la clase trabajadora asumir estas demandas como próprias?

É um exemplo alentador ver como os setores da classe trabalhadora em posições estratégicas podem ser solidários com os movimentos de massas. É um gesto de enorme poder, ainda não explorado, que toma a classe trabalhadora:como vê a classe trabalhadora assumir essas demandas como próprias?

Muitos dos trabalhadores de trânsito de Nova York são afroamericanos e latinos. Suas comunidades estão brutalmente vigiadas e são alvos da violência estatal. Os trabalhadores de trânsito são essenciais, e suas vidas foram colocadas na linha de frente da pandemia de coronavírus sem a proteção necessáriaa, o que leva a taxas muito mais altas de infecção e morte por COVID-19 na MTA que a população geral de Nova York. A reabertura da economia, os recortes de recursos iminentes, a brutalidade policial racista: todos estes são ataques contra a classe trabalhadora.

Os trabalhadores da saúde de Nova York lançaram uma petição para protestar também contra a violência racista da polícia em solidariedade com as manifestações, exigindo justiça por George Floyd. Nela chamam as centrais sindicais a tomarem medidas contra a violência racista e policial.




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