CORONAVÍRUS

Mortos por Covid-19 já chegam a 250 mil: o capitalismo é responsável

Com milhares de mortos identificados com o Covid-19, o capitalismo mostra como é um sistema irracional que apesar de diversas promessas de avanços tecnocientíficos é incapaz de responder às necessidades de um novo vírus.

terça-feira 5 de maio| Edição do dia

De acordo com dados da Johns Hopkins desta terça-feira (5), o Covid-19, também conhecido como Novo Coronavírus, até o momento já deixou 250 mil mortos pelo mundo. Esses dados, junto a outros milhares de infectados, que somam 3,6 milhões, com sistemas de saúde em colapso e outras inúmeras consequências sociais que se aprofundam em meio a pandemia e a crise do capitalista que se arrasta desde 2008, mostram que nosso inimigo não é em si o vírus, mas um sistema socioeconômico que não gira sua capacidade de produção ao combate a pandemia, pois essa está subordinada a produção de mercadorias diversas e exploração do trabalho, e é isso que garante os lucros para os bancos e as grandes empresas, que preferem seus lucros do que prevenir e salvar vidas.

No momento, o continente mais afetado é a Europa, com mais de 145 mil mortes e 1,6 milhão de casos. No entanto, os Estados Unidos, com 69 mil mortes, lidera a lista dos países com mais óbitos. Apesar de ter registrado uma queda nos óbitos na segunda-feira (04) desde abril, provavelmente o país irá superar as 100 mil vítimas fatais em junho, de acordo com os novos modelos de previsão epidemiológica, como consequência da saída prematura da quarentena em algumas regiões do país.

No Brasil, apesar da subinformação por falta de testes, já temos 7.321 mortes por coronavírus e quase 108 mil contaminados. Enquanto na Europa, o balanço de mortes diárias diminuiu nos últimos dias e alguns países começaram a suspender aos poucos as restrições adotadas.

Ainda, a busca pela vacina continua. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que apenas o desenvolvimento de uma vacina, ou de um tratamento, poderá acabar com a pandemia, que se arrasta desde 11 de março de 2020, quando assim foi nomeada pela mesma. Segundo a London School of Hygiene and Tropical Medicine, já foram registrados mais de 100 projetos de vacinas, sendo que dez deles estão em fase de testes clínicos. Porém, ao contrário de ser uma coordenação entre os países para avançarem juntos, a busca pela vacina se torna uma corrida entre as potências.

Como já tratado em outros textos, os impactos da pandemia só aprofundam uma crise crescente do capitalismo. Como visto nos Estados Unidos da América, o país modelo do capitalismo, o coração do imperialismo, que por anos lucrou com a saúde privada, hoje está com um sistema de saúde em colapso e faz os trabalhadores pagarem por uma crise que não os cabe, assim como acontece em todo o mundo.

Apesar dessas inúmeras mortes, as maiores preocupações dos grandes capitalistas e sua corja de representantes no Estado burguês é como retomar a normalidade o quanto antes, custe o que custar, como se mostra na Califórnia, primeiro estado americano a decretar o confinamento e governado pelo democrata Gavin Newsom, que começará a suspender algumas restrições durante a semana. Ou mesmo na Europa, que em 15 países decidiram suspender na segunda-feira parte das medidas de confinamento, aliviando o assunto ao dizer que iram o fazer com precaução.

Os empresários e governantes dizem quer retomar a economia para que tenhamos pão na mesa, mas ao mesmo tempo que fazem isso não garantem o emprego de milhares de trabalhadores, demitindo em massa ou cortando salários por conta da redução de jornada, e sequer os equipamentos de segurança garante para os trabalhadores na linha de frente do combate a pandemia, como trabalhadoras da saúde denunciam em várias parte do globo.




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