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82 TIROS

Morre Luciano, catador de reciclados que ajudou família vítima de fuzilamento do exército

quinta-feira 18 de abril| Edição do dia

Foto: Reprodução Redes Sociais

Nesta manhã tivemos a notícia de mais uma vítima do monstruoso fuzilamento do exército contra o carro de uma família em Guadalupe, no Rio de Janeiro. Luciano Macedo era catador de materiais reciclados, estava no momento e tentou ajudar a família do músico Evaldo Santos vítima do fuzilamento por 82 tiros do exército, e isto o transformou em alvo para o exército. Enquanto Evaldo dos Santos morreu na hora, o catador de materiais reciclados ficou internado desde o dia 7 de abril, data do ocorrido e morreu hoje. O sogro de Evaldo dos santos, outra vítima do exército, segue internado.

Luciano Macedo teve a vida ceifada pela política repressiva do estado que assassina pobres e negros todos os dias no Rio de Janeiro, e que se sempre foi levada adiante pelas polícias militares e civil, de uns anos para cá teve o reforço do Exército Brasileiro chegando ao seu ápice com a intervenção federal comandada pelo exército no ano passado.

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Enquanto que os assassinos conta com a proteção da Justiça Militar, que está investigando o caso, e com a garantia de impunidade dada pelos governos Bolsonaro e Witzel; os pobres, os trabalhadores e os jovens negros contam única e exclusivamente com o racismo que construiu este estado e que ressurge toda vez que um homem negro é assassinado, quando na imprensa ou diretamente da boca das autoridades, são relatados como se fossem “bandidos” ou “criminosos” sem direito à nenhuma defesa.

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Esta foi a atitude do Comando Militar do Leste, responsável por mais esta “operação” assassina, que no momento do fuzilamento do carro da família, soltou uma declaração afirmando que era um assalto e que os soldados respondiam à uma agressão. Agressão esta completamente inventada pelo Comando, como foi demonstrada pela própria perícia da polícia no local, ao qual o delegado disse que “tudo indica” que o carro foi fuzilado “por engano”. Mais um crime para a conta do CML, que carrega em sua história a vergonhosa e racista ocupação militar do Haiti à serviço dos EUA.

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Por Luciano, por todos trabalhadores e jovens, pobres e negros, assassinados pelo estado, por justiça para Marielle, exigimos punição aos culpados, à começar pelo próprio CML que tentou encobertar a ação mentindo para o povo! Pelo fim dos autos de resistência e do excludente de ilicitude, contra o pacote “anticrime” racista de Sérgio Moro e Bolsonaro; Witzel, Bolsonaro, o exército, as autoridades e o Estado são responsáveis!

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