Política

LAVA-JATO

Moro vaza áudio de Palocci incriminando Lula de usar pré-sal em campanha, a beira das urnas

segunda-feira 1º de outubro| Edição do dia

O áudio é parte de uma delação premiada que o ex-ministro de Lula e Dilma, Antonio Palocci, deu a Polícia Federal em abril, mas que estava sob sigilo. Moro, às vésperas do primeiro turno, rompeu esse sigilo, relacionando Lula a um desvio bilionário na Petrobrás.

Dentre as palavras de Palocci, foram afirmadas um conjunto de acusações contra o ex-presidente preso em Curitiba, seu partido, e a ex-presidente Dilma:
• O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou Paulo Roberto Costa para a Petrobras com o objetivo de "garantir ilicitudes" na estatal
• Lula usou o pré-sal para conseguir dinheiro para campanhas do PT
• As duas campanhas de Dilma Rousseff para a Presidência custaram R$ 1,4 bilhão
• O MDB "exigiu" de Lula a diretoria Internacional da Petrobras e chegou a travar votações no Congresso para fazer pressão
• Pelo menos 900 das mil medidas provisórias editadas nos quatro governos do PT envolveram propinas

A Lava-Jato, que parecia ter adormecido, retorna com suas medidas arbitrárias de vazamentos seletivos. Não atoa as vésperas das eleições. Há que ver em que medida se relacionam com as disputas dentro do STF, em que cada juiz se sobrepõe para dizer quem tem mais autoridade.

Essas movimentações de Moro retomam movimentações para regular o processo eleitoral, escolhendo o momento preciso para divulgar declarações polêmicas sobre um dos principais concorrentes na disputa. Não sem ter impedido Lula de se candidatar, como forma de regular em quem a população pode ou não votar no dia 7 desse mês.




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