Moro tenta salvar, mas mulher de Cunha é condenada pelo TRF-4

quinta-feira 19 de julho| Edição do dia

Na briga dos de toga, contrariando a decisão do juiz Sérgio Moro, o TRF-4 condenou, nesta quarta-feira (18), a mulher de Cunha a dois anos de prisão.

A decisão da condenação, por maioria, contrária a decisão do juiz do golpismo, foi marcada por 2 a 1 pela condenação a dois anos e seis meses de prisão de Cláudia Cruz, acusada de manter depósitos não declarados no exterior.

Além da condenação da mulher de Cunha, também foi revertida a decisão de Moro que havia absolvido o empresário Idalécio de Castro Rodrigues, parte do lamaçal da corrupção envolvendo propina para o ex-presidente da Câmara e peça chave do golpe institucional em 2016.

Essa condenação em nada significa uma real política de combate à corrupção por parte de Moro ou do judiciário. São centenas de políticos denunciados, com áudios e provas incontestáveis, que seguem com seus cargos e propriedades intocados justamente porque ocupam posições de poder que são fundamentais demais para dar seguimento ao golpe institucional e aos ataques que nós trabalhadores estamos sofrendo, em especial a reforma trabalhista e a agenda pós eleitoral da reforma da previdência.

Não é possível ter nenhuma confiança nessa justiça golpista. Apenas a organização dos trabalhadores independente dos patrões e à esquerda do PT, que incorporou os métodos corruptos da direita com quem se aliou e traiu os trabalhadores com ataques, é possível construir um estado que prime pelos direitos e necessidades da maioria.




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