Política

Moro golpista diz que cargo de ministro "é técnico" para esconder respaldo do Judiciário a Bolsonaro

Figura do golpismo judicial, o juiz Sérgio Moro disse ontem, segunda (5), que deixar a Operação Lava Jato para assumir o Ministério da Justiça no governo de Bolsonaro não será para atuar como um “político verdadeiro”.

terça-feira 6 de novembro| Edição do dia

Durante um evento sobre o mercado de construções sustentáveis no Brasil e no mundo, Moro disse: "Eu, aqui, faço uma respeitosa divergência, não me vejo ingressando na política, ainda como um político verdadeiro. Para mim, é um ingresso num cargo que é predominantemente técnico".

O juiz golpista, que chegou a afirmar em ao menos 7 entrevistas que não havia riscos de que entrasse para a política, quer transformar um cargo político em cargo técnico para não precisar assumir que é porta voz da instituição que favoreceu a eleição de Bolsonaro manipulando todo o processo eleitoral.

Moro já se afastou das atividades de juiz federal e da Lava Jato logo após aceitar o convite para ser ministro. Comunicou que vai sair de férias por 17 dias a partir de ontem e vai pedir a exoneração da magistratura em janeiro.

A juíza Gabriela Hardt, substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, ouviu nesta segunda os depoimentos de dois réus no processo da Lava Jato que investiga se Lula recebeu propina de empreiteiras por meio da aquisição e de reformas em um sítio em Atibaia. O depoimento dele nessa ação está marcado para o dia 14.

É nesse marco que a Polícia Federal, o braço armado da Lava-Jato, passará a ficar diretamente subordinada a Moro e seu superministério, que também agregará segurança pública e combate à corrupção. Com todos esses “superpoderes” na mão do juiz que não hesita em vazar ilegalmente delações, prender sem provas e com convicção, ficam nítidos os objetivos políticos que a “justiça” do governo Bolsonaro é para garantir um presidente blindado para aprovar as reformas.

Combater o avanço autoritário do judiciário, que tem sido o traço mais marcante do regime tutelado pelas forças armadas, é tarefa dos trabalhadores e da juventude, para que derrotemos as reformas.




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