Gênero e sexualidade

SÃO PAULO

Moradores criam contravigília para proteger mulheres no Hospital Pérola Byington

Moradores da região do hospital se sensibilizam e criam uma contravigília para proteger funcionários, pacientes e vítimas de estupro que estão sendo agredidos verbal e fisicamente por grupo religioso antiaborto que estão fazendo uma vigília contra o aborto.

sexta-feira 1º de novembro| Edição do dia

Imagem: Reprodução Facebook/ Instagram/Divulgação

Segue a absurda vigília de 40 dias contra o aborto na frente do Hospital Pérola Byington. Grupo religioso constrange e agredi mulheres que são atendidas no hospital para efetuarem aborto nos casos previstos por lei: caso de estupro, anencefalia do feto ou quando a gravidez coloca a mãe em risco de vida.

Pacientes do hospital e funcionários declararam o absurdo que está sendo essa ação praticada por tais religiosos. O constrangimento que os mesmos estão provocando nas vítimas e pacientes chegou ao ponto de moradores do bairro, onde fica o hospital, começarem a se opor e montaram uma espécie de "contravigília". Os moradores envolvidos não se declararam a favor do aborto, mas se mobilizaram por acharem absurda a prática desse grupo religioso.

No dia 21 de outubro, uma vítima de estupro coletivo, inconformada com a atitude desse grupo religioso, entrou em discussão com eles e foi agredida na frente do hospital no dia em que estava indo para seguir com seu tratamento. Médicos e funcionários estão sendo chamados de assassinos e sofrendo agressões verbais todos os dias. Tais religiosos oram, pedem pelo fim do aborto e agridem verbal e fisicamente funcionários, pacientes e vítimas de estupro.

Por hora, a contravigília está funcionando como uma espécie de proteção às pacientes e vítimas que conversam com eles para saber se está tranquila a entrada ou saída da unidade hospitalar. Essa proteção já conta com moradores da região, ativistas e estudantes que se revezam no local, mantendo equipes de no mínimo 20 pessoas.

O vereador Eduardo Suplicy do PT compareceu ao local e tentou dialogar com o grupo antiaborto, mas não teve sucesso e foi chamado de "satanás" pelos manifestantes. Bia Doria, primeira-dama do Estado de São Paulo, tirou foto com o grupo antiaborto e foi conhecer a tenda dos manifestantes, saindo até na página do grupo. Depois de acusada apoiadora do movimento, tentou se redimir declarando que quis somente ser educada com os religiosos.




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