Sociedade

HIGIENISMO

Morador de rua morre de frio em meio às políticas higienistas de Dória e Alckmin

Um homem de cerca de 45 anos, não identificado, foi encontrado morto no final da tarde desta terça-feira, 19, dia da chegada da frente fria na cidade, no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo entre a rua Teodoro Sampaio e a Avenida Doutor Arnaldo.

quarta-feira 19 de julho| Edição do dia

O corpo do morador não apresentava sinais de violência, o que indica que pode ter sido vítima do frio que atinge a cidade desde a madrugada de terça. A perícia da Polícia Civil foi acionada, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).

Esta é a segunda suspeita de morte de morador de rua causada pelo frio na capital paulista em 2017, segundo os registros policiais. No dia 10 de junho, um homem em torno de 50 anos foi encontrado morto, com sinais de hipotermia, na região do Belém, na zona leste. Em 2016, houve registro de ao menos cinco casos, segundo a Pastoral do Povo da Rua.

No final da madrugada desta quarta-feira, 19, a temperatura média na capital é ainda mais baixa do que na terça, de 9ºC. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura, a mínima pode cair para 7ºC e a máxima é de 14º durante o dia em São Paulo.

Essa é também a segunda morte de morador de rua em Pinheiros, em apenas uma semana. Já que na última quarta-feira, 12, a polícia, mostrando mais uma vez sua cara assassina, executou o morador de rua e catador Ricardo Oliveira Santos, 29 anos, por estar pedindo comida em um comércio do bairro.

As mortes desses moradores de rua se somam a outras vítimas da política higienista de Alckmin e Dória, como podemos ver na “limpeza” que querem promover na Cracolândia, derrubando prédios com pessoas dentro, retirando colchões e cobertores de moradores de rua em plena frente fria, cegando e reprimindo usuários de crack em nome da iniciativa privada, para promover ainda mais especulação imobiliária na região central, em detrimento da vida dessas pessoas.




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