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RACISMO

Monalysa Alcântra, atual campeã do Miss Brasil é vítima ataques racistas

terça-feira 22 de agosto| Edição do dia

No último sábado, dia 19 de agosto, aconteceu em Ilhabela no litoral norte de São Paulo a premiação do concurso de miss Brasil 2017. A vencedora do concurso é a piauiense Monalysa Alcântra de 18 anos, que ao invés de ganhar as redes sociais pela vitória no concurso, lamentavelmente vem sendo mencionada por conta da revoltante onda de racismo que a jovem vem sofrendo.

Em um dos (absurdos) comentários, a campeã desse ano é chamada de “empregadinha” na tentativa de deslegitimar a vitória de Monalysa simplesmente por ser negra. Esse comentário traz consigo um racismo tão nojento, como se o único lugar reservado para mulher negra nessa sociedade fosse ser o de “empregadinha” e que “não era pra ta ai”.

Eu não acredito que eu li que hoje em dia tem cota até pra miss Brasil, eu realmente não estou crendo nisso!!!
— Maria (@_mariaffc) August 21, 2017

Fim da PICADA escolherem MISS por Brasilidade!Vai passar vergomha no miss Universo. A de 2016 é LINDA mas essa recebeu voto por "COTA" aff!
— HUMBERTO C. MONTEIRO (@beto09) August 21, 2017

miss rio grande do sul rainha injustiçada só pq não tem cabelo afro e pele negra que os defensores da "brasilidade" adoram #missbrasil
— gabriela (@shgabz) August 20, 2017

O concurso de Miss Brasil fundado em 1956, sendo a primeira campeã a baiana (branca) Martha Rocha, longe de mostrar de fato a beleza da mulher em todas as suas formas, vem para reforçar um determinado padrão de beleza que verdadeiramente em nada representa a mulher brasileira. Em um pais onde mais da metade das mulheres são negras, em toda a história do concurso apenas três vencedoras, contando com a Monalysa, são negras.

Deise Nunes, do Rio Grande do Sul, em 1986 foi a primeira participante negra a vencer o concurso após 30 anos de fundação. Novamente, 30 anos depois, em 2016 a paranaense Raíssa Santana recebe o prêmio de Miss Brasil. Ainda hoje fala-se que não existe racismo no Brasil, esse histórico do Miss Brasil é apenas um relato, entre milhares, que coloca por terra a ilusão da democracia racial em nosso país




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