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Mobilizações em todo o Chile em repúdio ao assassinato do membro da comunidade mapuche Camilo Catrillanca

Desde a madrugada de quinta-feira, organizações de trabalhadores, movimentos sociais e estudantes protestam em repúdio ao assassinato do jovem mapuche Camilo Catrillanca pelas mãos da polícia, sendo reprimidos pela mesma.

sábado 17 de novembro| Edição do dia

Houve uma intença jornada de luta, quarta-feira à tarde, quando ficou conhecido o fato que o jovem Mapuche Camilo Catrillanca foi morto baleado na cabeça enquanto trabalhava em seu trator em Temucuicui pelas mãos do Comando da Selva, unidade de polícia treinada na Colômbia.

Mas na cidade de Temuco, no sul, não havia descanso. Os policiais reprimiram fortemente as manifestações que ocorreram durante a noite e a manhã em repúdio à violência das forças policiais que acabaram com a vida do jovem de 24 anos, bem como a detenção de 6 jovens.


Da mesma forma, Santiago acordou, com vários bloqueios e barricadas em bairros como Cerrillos, Departamental e Estação Central. É que a repressão e a violência governo chileno, que culminou na morte de Catrillanca, teve várias expressões nos últimos tempos, uma vez que o projeto de lei "aula segura" até a insistência sobre a militarização da Wall Mapu com o chamado Comando Selva. Apesar disso, a repressão não esperou e os policiais reprimiram fortemente por horas a mobilização.


Na cidade de Antofagasta, seguindo a mesma tendência, uma concentração foi convocada às 18 horas no centro da cidade para denunciar as ações das forças repressivas promovidas pelo governo e apontando para a responsabilidade do ministro Chadwick, mas também a culpa da Nueva Maioria, que durante o seu governo permitiu a violência sistemática contra o povo mapuche através da Lei Antiterrorista.


O ânimo repressivo do governo, expresso tanto na implementação do Comando de Selva no Wall Mapu, quanto na promoção de seu projeto Aula Segura, não pode ser enfrentado apenas com base em inquéritos parlamentares. Hoje, mais do que nunca, é necessário enfrentar o direito que avança aos trancos e barrancos com a união dos trabalhadores, estudantes, mulheres, povos nativos, etc., para enfrentar sua violência com força e organização.




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