Educação

Mobilização dos estudantes na FSA faz reitoria recuar do aumento acima da inflação

Nesta quinta-feira (30), ocorreu a reunião do Conselho Diretor (Condir) onde foi debatida a pauta dos estudantes que ocuparam por 10 dias o prédio da FAFIL e 2 o da reitoria. As reivindições eram aumento 0 e rematrícula de todos os inadimplentes.

quinta-feira 30 de novembro| Edição do dia

Apesar do fim de semestre, das manobras da Reitoria e do silêncio da Prefeitura de Paulo Serra (PSDB), os estudantes da FSA protagonizaram uma importante luta em defesa da instituição.

Foi aprovado, como consta na Ata, o aumento da mensalidade apenas para corrigir a inflação, correspondente de 3,06%. E melhores condições para os inadimplentes de 2016 e 2017. Antes, era necessário pagar 20% do valor da divida na entrada para realizar o acordo, agora a partir da mobilização será necessário pagar apenas a primeira parcela do acordo junto como a primeira mensalidade, que é correspondente a matricula.

Vitória dos alunos, mas segue impasse do destino da FSA

Os estudantes mostraram que sem mobilização, é impossível vencer as suas reivindicações. Deixaram uma das mais importantes lições, de que a luta em cada universidade é parte de uma única luta contra o projeto privatista de educação, de tornar o conhecimento uma mera mercadoria capitalista. E que a luta não se reduz as mensalidades, mas a um projeto que atenda aos trabalhadores. As reitorias e direções, sempre antidemocráticas, estão sendo agente desse plano, dessa resposta para a crise que vivem as universidades. Juntos, podemos também apontar um projeto que subverta a ordem de conselhos que tem estatutos herdeiros da ditadura, propor um conhecimento à serviço dos trabalhadores e que seu acesso e permanência seja irrestrito.

Carol Gaspareto do 4° ano de Psicologia foi uma dos representantes do movimento da ocupação na reunião do Conselho Diretor, disse ao Esquerda Diário:

"Hoje na reunião do Condir ,estive na mesa de negociação junto a mais 3 companheiros do movimento legítimo de estudantes pleiteando pautas justas para o conjunto de estudantes da FSA.
Conseguimos o repasse somente da inflação nas mensalidades de 3,06 indo contra o aumento abusivo de 6,5 que a Reitoria queria impor ao conjunto de estudantes para o ano de 2018.

Também foi vitória do movimento o parcelamento da dívida dos inadimplentes que antes era 20% de entrada mais as parcelas de Dezembro e Janeiro o que constitui uma dívida homérica impossível de ser solvida . O movimento conseguiu o parcelamento de 24 vezes em parcelas iguais sendo uma no ato mais 23 sem a necessidade de pagamento de Dezembro e Janeiro o que possibilita os estudantes inadimplentes a flexibilização de suas dívidas.
Do ponto de vista tático foi uma vitória de significância sem igual , do ponto de vista estratégico o desmonte da Universidade se mantém e com ela a luta também se mantém .

A Reitoria não vai ter arrego , o movimento estudantil esta alerta e atuante . A luta continua pelo acesso e permanência dos alunos e em prol da existência da FSA , lutando por uma Universidade pública , gratuita e de qualidade .
Avante !"




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