Mobilização de imigrantes contra as ameaças de deportação

Os imigrantes do interior dos Estados Unidos estão tomando previdências frente as ameaças de Trump. Uns planejam como enfrentar uma possível deportação fulminante e suas consequências, como perder família, casas e carros, enquanto outros se organizam para se manifestar nas ruas das cidades estadunidenses.

quinta-feira 24 de novembro| Edição do dia

Um grupo de imigrantes, jovens em sua maioria, saíram em marcha pelas ruas do setor financeiro da cidade de Nova York. Assim começava sua jornada da "Caravana da Coragem", que leva como consignea central "Sem papel e sem medo" e o grito de " Sim, podemos" anunciaram seu objetivo de chegar a Washington para manifestar-se em frente a Casa Branca pela sua situação incerta.

A frente de estes jovens sem medo, e como não tê-lo frente a fama golpeadora que têm as corporações policiais das cidades estadunidenses como bem sabem os simpatizantes do movimento Black Lives Matter, e César Vargas, o primeiro ilegal a obter uma licença de advogado na cidade de Nova York.

Medidas defensivas...

Algumas organizações de ajuda comunitária se preparam também para receber o novo governo, não querem estar com os braços cruzados quando chegar Trump à Casa Branca e preveem seriamente a possibilidade de os agentes de imigração comecem a atuar, e sabendo que esses tipos fazem suas detenções de maneira agressiva sem dar margem que para os afetados possam avisar aos familiares e os impede de regressarem as suas casas para deixar instruções aos seus familiares sobre o que fazer com as propriedades conseguidas a custo de duro trabalho.

Um desses grupos de "A Colmena", um grupo de ajuda a trabalhadores do condado de Stanten Island no estado de Nova York, seu dirigente, Gonzalo Mercado disse; " Estamos nos planejando para o pior"...." existe muita incerteza e é importante que os imigrantes estejam preparados."

As ações de alerta que promovem inclui a proposta de os ilegais armem pacotes, onde incluam os passaportes e certidão de nascimento da família. Esses pacotes poderiam ajudar aos familiares ou amigos dos deportados a cuidar se deus filhos ou saber o que fazer com suas casas e carros. Também servem, em caso de alguém ser detido mais ainda não deportado; para ter à mão seus dados pessoais e conseguir ajuda ou um advogado da maneira mais rápida possível.

O presidente eleito Trump ameaçou deportar de 2 a 3 milhões de imigrantes com o pretexto de terem antecedentes penais em um país tão restritivo, onde infrações de transito são consideradas como antecedentes criminais. Por isso a implementação de estas medidas defensivas. O grupo " La Colmena" elaborou um formulário para que os imigrantes registrem o nome do pastor da igreja, os nomes de familiares dentro e fora dos Estados Unidos e seus antecedentes migratórios.

À caminho de Washigton

A primeira parada da Caravana da Coragem será em Nova Jersey, onde se reunirão com estudantes ilegais da Universidade de Rutgers que faz alguns dias abandonaram suas aulas para participar dos protestos contra Trump. Se prevê que no caminho de Washigton se prevê que se somem organizações e indivíduos de diversas cidades do país, pois o objetivo será ir estabelecendo laços com famílias ilegais.

Alguns dos manifestantes são "beneficiários" do programa de Obama, Programa de ação deferido para que os que chegaram na infância (DACA, na sigla em inglês) aos que se conhece como "dreamers" (sonhadores). Levaram vários anos esperando que o programa se implementasse, devido a bancada republicana que conseguiu mater-lo parado e inclusive querendo impor que só se entregue o cartão de residência depois de que transcorra uma década depois de ter se registrado e além disso paguem impostos de dez anos de trabalho.

A Caravana da Coragem à Casa Branca na próxima quinta-feira em que se festeja o "Dia de Ação de Graças" que é muito simbólico para o povo estadunidense e levantarão a exigência ao presidente Obama, chefe do governo considerado como o maior deportador da história do EUA, de que cessem as deportações.
Esta ação é uma mostra de que no interior dos Estados Unidos se preparam grandes ações de resistência, frente a chegada de um presidente que utilizou de seu discurso misógino e homofóbico para chamar a atenção dos setores mais retrógrados deste país que, ao mesmo tempo, levou a reflexão a diversos setores da população, os mais afetados por suposto, de que devem se preparar enfrentar o que vem por aí.

Uma resistência que pode ter grandes alcances e expandir-se por esse país, e que obriga aos que estão ao do rio Bravo a que possamos em medida de apoio e solidariedade a suas justas lutas, tendendo a estabelecer fortes laços entre os trabalhadores e setores empobrecidos de ambos os lados da fronteira. Uma luta conjunta contra os mesmo amos do capitalismo imperialista, será uma oportunidade de avançar em resolver a nosso favor a crise e estacamento econômico causado por eles e seus dóceis sócios mexicanos. A unidade anti imperialista através das fronteiras está cada vez mais na ordem do dia.




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