CIÊNCIAS SOCIAIS / IDEOLOGIA

Miséria e crise das ciências sociais na Universidade: por que?

Gilson Dantas

Brasília

quarta-feira 12 de dezembro de 2018| Edição do dia

[Imagem do RTV6]

Um observador com um mínimo de bom senso percebe a distância considerável que existe entre os fenômenos sociais e políticos e a produção, a preocupação e o engajamento das universidades com a sociedade viva, contra a opressão e, nem pensar, tomar posição na luta de classes.

Em entrevista para alunos da UnB, esse problema tomou a forma de pergunta: por que tanto desengajamento e tanta alienação – com as honrosas exceções de sempre, de professores combativos e preocupados – quando é mais que evidente que a sociedade vive em plena degradação, em termos de concentração de renda, de exclusão das maiorias do livre acesso à universidade e ao conhecimento em geral e de ampla miséria sob qualquer ponto de vista que seja examinada?

Por que se multiplicam os trabalhos de pesquisa, teses e dissertações cujo olhar crítico e transformador sobre a realidade costuma tangenciar as aparências e, frequentemente, servir muito mais como um tijolo para a carreira universitária de um ou de outro, do que um compromisso revolucionário com uma realidade tão iníqua? E justamente isso se dá nos marcos de uma universidade tão elitista, tão mercantilizada, tão burocratizada e alimentadora da falta de horizonte de toda uma juventude.

É uma questão que merece debate permanente, seminários e, sobretudo, um compromisso ativo do movimento estudantil para quebrar essa muralha, para implodir ideologias conservadoras.

Um esboço de resposta encontra-se no vídeo abaixo. Desde que seja tomado apenas como um comentário inicial sobre essa miséria da pesquisa chamada qualitativa nas ciências sociais e a crise das humanas em geral. Reconhecemos as ilhas de debate crítico que existem na Universidade brasileira, sobretudo na pública, mas, é imperioso que seja desenvolvido o debate crítico a respeito. E que aponte na perspectiva de uma Universidade fundida à comunidade e à classe trabalhadora, crítica das mazelas sociais e políticas e engajada na emancipação social.

[O infográfico que aparece no vídeo, de Alfredo Vela, consta do site https://infografiasencastellano.com, a quem registramos o crédito]




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