Política

PRIVILÉGIOS DOS POLÍTICOS

Ministros utilizam 238 viagens pela FAB para fins pessoais

segunda-feira 7 de novembro| Edição do dia

O levantamento recente feito pelo jornal O Estado mostra dados exorbitantes sobre o deslocamento dos ministros utilizando aviões da FAB (Força Aérea Brasileira), pelo território nacional. Das 781 viagens realizadas pelos aviões da FAB, 238 foram feitas sem justificativa ou com fins particulares. Este número representa 1/3 do total de viagens oficiais dos aviões da FAB no marco de fortes ataques aos trabalhadores com a justificativa de corte de gastos.

Segundo as regras de utilização dos aviões da FAB, determinadas através de lei, para que um ministro faça uso dos voos particulares este deverá divulgar “diariamente” sua agenda de compromissos oficiais na página eletrônica do ministério o qual representa. Além disto, é proibido viajar de FAB para seus domicílios.

Conforme apresenta o documento, os ministros com maior número de viagens são os com residência em São Paulo. Alexandre de Morais, Ministro da Justiça, surge em primeiro com 85 viagens no total, sendo 64 delas destinadas a cidade onde reside; em seguida aparecem José Serra, Ministro das Relações Exteriores, 52 viagens sendo 44 para cidade onde reside; e Gilberto Kassab, Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com 65 viagens e 44 para cidade onde reside.

Os valores exatos dos gastos com voos não são fornecidos pela FAB com o argumento de serem informações militares estratégicas, portanto protegidas. Estima-se que o valor de médio do voo de Brasília para São Paulo de uma aeronave de modelo parecido com as utilizadas pela FAB é cerca de 76 mil reais, conforme cotação em uma empresa de taxi aéreo. Sendo assim, somente com ‘regalias’ do Ministro da Justiça para cidade a qual reside foram gastos absurdos 4,86 milhões de reais. Este número varia ainda mais ao se calcular viagens de Brasília para Porto Alegre (R$ 136 mil/viagens) e Brasília para Salvador (R$ 143 mil/viagem).

As medidas de cortes de direitos do governo golpista de Temer se apoiam principalmente sobre o argumento fiscal, do déficit orçamentário da União e o alto gasto com políticas sociais. O alvo principal de seus ataques tem sido os setores que estão diretamente ligados a vida da população trabalhadora e de menor renda, como a Educação, Saúde e Previdência Social (aposentadoria). Em nenhum momento o governo golpista coloca em discussão os bilhões de reais gastos com os privilégios dos políticos, como estas viagens de finais de semana para cidade onde residem, os banquetes oferecidos em Brasília ou as diversas bolsas-auxílios complementares’ aos seus salários que chegam as cifras de dezenas de milhares de reais.

O governo de Temer está a serviço de manter os privilégios dos políticos e empresários. Busca a todo momento dar isenções fiscais para os grandes empresários e incentivos financeiro aos poderosos, ao mesmo tempo que joga nas costas dos trabalhadores e da população uma crise que foi criada pelos próprios empresários e seus políticos.




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