Política

MINISTROS SIONISTAS

Ministros do golpista Temer: aumento do lobby sionista?

Setores ligados ao sionismo estatal de Israel e representantes de uma política de aprofundamento de relações com esse Estado colonialista nos ministérios de Temer.

Simone Ishibashi

Rio de Janeiro

sexta-feira 13 de maio de 2016| Edição do dia

Os novos ministros do golpista Temer estão à altura de seus objetivos de acelerar os ajustes e os ataques aos direitos democráticos. Não há nenhuma mulher, nenhum negro, e sobram envolvidos em escândalos de corrupção, além de um bispo.

Mas além disso, há um detalhe que vale a pena ser notado. Trata-se da nomeação de alguns ministros ligados aos interesses do lobby sionista no país. São eles Sérgio Etchegoyen, nomeado ministro da Inteligência, Raul Jungman, ministro da Defesa, e o novo chefe Banco Central, Ilan Goldfajn, ex-economista chefe do Itaú. Antes que venham nos acusar de antissemitas, um alerta. O que cabe ressaltar aqui não é que tais figuras tenham origem judia, mas que são setores ligados ao sionismo estatal de Israel, e representantes de uma política de aprofundamento de relações com esse Estado colonialista.

O primeiro dentre os ministros, é Sérgio Etchegoyen, uma figura sinistra. Até então atuava como chefe do Estado-Maior do Exército brasileiro, filho de Leo Guedes Etchegoyen um dos mais duros torturadores da ditadura militar, que perseguiu e prende os sindicalistas nos anos 1980 e sequestrou diversos membros de movimentos de Direitos Humanos. De uma linhagem de golpistas e torturadores, Sérgio Etchegoyen é figura carimbada em Israel, e recentemente proferiu palestras junto ao presidente da Federação Israelita do Rio Grande do Sul, sobre temas militares. Trata-se de um representante da ala mais dura do exército, que em nada deve a poeiras de humanidade do quilate do general Brilhante Ulstra, e sua nomeação é uma declaração de que o governo Temer será extremamente repressor, como não poderia deixar de ser para um golpista.

Também é parte desse setor, Raul Jungman, que apesar de tentar parecer como menos reacionário, é o autor de um “projeto contra o terrorismo” retomado por Fabio Feldman, do PSDB. Esse projeto, que Jungman alegou ser necessário porque o “Brasil almeja uma localização internacional, ter assento no Conselho Internacional da ONU, e que para isso precisa ter segurança interna no que diz respeito ao terrorismo”, foi criticado por vários setores por potencialmente estimular o preconceito e a repressão contra os árabes. Fazendo referências diretas aos atentados da AMIA em 1992 na Argentina, e em 1994 contra a embaixada de Israel no mesmo país, Jungman buscou defender que “há ameaças concretas de terrorismo”, apesar do Brasil, que abriga uma das maiores populações árabes fora do Oriente Médio e do Magreb, nunca ter sofrido qualquer atentado desse tipo. A questão é que a “projeção internacional” que o Brasil deve almejar, na opinião do agora ministro de Raul Jungman, deve se dar ao lado dos interesses sionistas do Estado de Israel e seus patrocinadores, como o imperialismo norte-americano. Por isso, Jungman vê a extensão do “perigo terrorista” se transformando de uma ameaça externa em algo que se coloca no interior de nossas fronteiras.

Por último, mas não menos importante, está o economista chefe do Banco Itaú, agora alçado pelo governo golpista de Temer, à condição de chefe do Banco Central, para deleite dos especuladores, Ilan Goldjafan. Grande promovedor da entrada das empresas israelenses no Brasil, Ilan Goldjafan, é o economista queridinho do cônsul de Israel, Yoel Barnea, que não lhe poupa elogios.

A escolha de tais ministros é uma demonstração de que além de atacar a juventude e os trabalhadores em plano nacional, o governo golpista de Temer ainda buscará, como não poderia deixar de ser, aliar-se aos mais reacionários setores internacionais. Mais um motivo para que esse governo seja combatido.




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