GOVERNO BOLSONARO

Ministro do Meio Ambiente mantém indicação de auxiliar acusada de improbidade: "estou zero preocupado"

Ricardo Salles, que também é acusado de improbidade administrativa, afirma que está “zero preocupado” com o caso e mantém a indicação.

terça-feira 22 de janeiro| Edição do dia

O futuro ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro, Ricardo Salles, vai manter a secretária-executiva, Ana Maria Pellini, acusada de improbidade administrativa e danos aos cofres públicos no governo do Rio Grande do Sul.

Ana Maria Pellini é acusada de fazer contrato irregular, sem licitação que teria causado dano de 1,6 milhão ao dinheiro público. O futuro ministro de Bolsonaro, que é membro do movimento Endireita Brasil e réu em uma ação de improbidade administrativa em São Paulo, teve a cara de pau de dizer que está “zero preocupado” com o caso, e disse que “se for rotular todo mundo, não sobra ninguém”.

Enquanto o país passa por uma crise onde mais de 25 milhões de trabalhadores estão desempregados, o ministro age como se fosse apenas um detalhe um desvio de mais de 1 milhão e meio dos cofres públicos, e ainda naturaliza os casos de acusações de corrupção. Esse dinheiro corresponde a cerca de R$ 1 600 salários mínimos.

Como se essa declaração não fosse absurda o bastante, Ricardo Salles continua: “Eu não posso ser hipócrita, quer dizer: para o meu caso vale tolerância e para o dela, não? Estamos em um momento em que é preciso mais do que nunca vigorar o estado democrático de direito”, afirmou. Ou seja, se para o ministro não há problema o fato de ter fraudado o processo do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental da Várzea do Rio Tietê, em 2016, durante o governo de Alckmin, então por que sua indicação deveria ser questionada, uma vez que são acusações que partem da mesma origem? Esse é o posicionamento daquele que será o ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro.




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