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MEIO AMBIENTE

Ministro de Bolsonaro fez campanha para enfrentar MST e a esquerda na bala

Futuro Ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro é mais uma escolha que reflete perfeitamente as absurdas posições do extremo-direitista do PSL defendidas ao longo de toda sua campanha.

sexta-feira 14 de dezembro de 2018| Edição do dia

Orgulhoso reacionário, Ricardo de Aquino Salles é ex-secretário estadual do Meio Ambiente do Governo Alckmin em SP, é acusado de fraude e improbidade.

Salles foi candidato a deputado federal nestas eleições, carregando um forte discurso contra os movimentos sociais e a esquerda, defendendo que deveriam ser ambos combatidos na base da bala. Um discurso nada surpreendente de alguém que chama o golpe militar de 64 de “movimento de 31 de março”, e que junto com Bolsonaro quer avançar nos ataques aos indígenas e quilombolas, e aos movimentos sociais como o MST, para seguir os planos do novo presidente de ter uma “Amazônia mais produtiva”, avançando na destruição ambiental em nome do lucro dos empresários.

Bolsonaro tem na escolha de Salles um nome forte no agronegócio, setor que foi estratégico para sua eleição, e que compõe uma base importantíssima para seu governo. Em um vídeo publicado no Instagram, com os dois juntos em Barretos, Bolsonaro indica o “agrado” do agronegócio com a escolha. Uma escolha sensata para um dos setores mais escravistas da economia brasileira, que foi defensora da reforma trabalhista e da destruição dos direitos da classe trabalhadora, Ricardo de Aquino Salles fortalece e propaga o discurso de Bolsonaro de avançar contra a esquerda e o direito de organização quando prega que sejam tratados “à bala”, para que os empresários e os capitalistas possam ir ainda mais fundo nos ataques aos trabalhadores e na submissão de nosso país às imposições do imperialismo. E para isso, vale lembrar que Salles passou um período nos EUA, na Leadeship Institute, grupo norte-americano de “formação de líderes”, importando políticas imperialistas para sua atuação no Brasil.

Salles e sua conexão estreita com o agronegócio representam para Bolsonaro um ótimo passo para os planos que citamos acima, de uma “Amazônia mais produtiva”. É o nome escolhido por Bolsonaro para levar a cabo o plano de acabar com o “excesso de exigências” aos produtores rurais com relação ao desmatamento, levados pela adorada ideia (adorada pelo agronegócio, claro) de que a preservação do meio ambiente tem de acontecer “sem prejudicar outras atividades [econômicas]”, pondo abaixo as atuais políticas contra o desmatamento e abrindo espaço para a exploração de terras sem freios pelo agronegócio.




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