TRABALHO ESCRAVO

Ministro da Agricultura comemora impunidade ao trabalho escravo

Após publicação no Diário Oficial de portaria que dificulta a fiscalização do trabalho escravo, ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tem a capacidade de afirmar que não considera a portaria um “retrocesso” e que “só tem a comemorar”.

quarta-feira 18 de outubro| Edição do dia

Em meio a um discurso demagógico de que não é a favor do trabalho escravo, o ministro Blairo Maggi afirma acreditar que “não é justo” que os latifundiários que escravizam sejam penalizados por “questões ideológicas” ou ainda só “porque o fiscal está de mau humor”.

A portaria favorece que latifundiários continuem com vínculos empregatícios com trabalhadores em situação de escravidão, pois suas denúncias serão dificultadas pelo aumento das questões burocráticas, e caberá, então, pessoalmente ao ministro do Trabalho a decisão política (e não mais técnica) de aceitá-las ou não.

"Para mim não é um retrocesso. Para mim é uma afirmação de como as coisas devem acontecer daqui para frente. [...] Não podemos viver na incerteza que nós vivíamos. É uma reclamação muito grande, muito antiga do setor produtivo e que o presidente, mais o ministro Ronaldo, resolveram esse assunto. Portanto, por parte da agricultura, não vemos retrocesso, pelo contrário, é uma tranquilidade para que todos possam trabalhar e que a lei seja efetivamente cumprida", disse Blairo.

Como se já não bastasse isso, o governo Temer também reduziu as verbas destinadas ao Ministério do Trabalho para diretamente impedir com que a fiscalização do trabalho escravo seja feita em centenas de regiões do Brasil.
Todos estes “presentes” do governo Temer aos latifundiários fortalecem sua aliança com a bancada ruralista e garantem estabilidade ao governo golpista.

Certamente, o Ministério da Agricultura, composto de latifundiários bilionários, exterminadores de populações indígenas e responsáveis por centenas de “postos de trabalho” em condição de escravidão têm muito o que comemorar sob as custas do suor, da miséria e do sofrimento de muitos trabalhadores. Estas medidas, junto a outras como a Reforma Trabalhista, também implementada pelo governo Temer, e a proposta de Reforma da Previdência, estão em consonância no objetivo de aumentar a exploração da classe operária, reduzir as fiscalizações, acabar com os direitos elementares dos trabalhadores e permitir que os latifundiários, banqueiros e empresários saiam lucrando cada vez mais.




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