Política

DESMATAMENTO

Ministro cinicamente admite crescimento de desmatamento mas continua favorecendo ruralistas

Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, peça estratégica para aprofundar ainda mais o desmatamento e dar total aval para que os ruralistas e latifundiários encham cada vez mais seus próprios cofres e expandam sua rede de exploração, na quarta-feira (31/08), em entrevista coletiva em Brasília, mais uma vez se mostrou estar pronto para cumprir com a afirmação feita anteriormente.

quinta-feira 1º de agosto| Edição do dia

Foto: Justificando

Minimamente, sem ignorar a realidade, admitiu que o desmatamento aumentou no país, porém afirmou que os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) são interpretados de maneira incorreta pela mídia e afirmou a abertura para a contratação de uma nova empresa de fiscalização.

Na realidade, o fato de Salles apontar a manipulação dos dados e dizer que foram utilizados de maneira incorreta pelos órgãos de pesquisa, mostra que o mesmo teme que os dados alarmantes de crescente destruição ao meio ambiente, das consequências da crescente violência dos latifundiários e ruralistas direcionadas aos indígenas e a população rural, continuem a ser divulgados. Desta forma, tenta justificar a contratação de um outro instrumento de fiscalização. Mais uma vez, tal medida tem o objetivo de favorecer o agronegócio, longe de realmente querer um combate sério ao desmatamento.

A intenção do ministro é, na verdade, a flexibilização da fiscalização, que
permitirá o aumento do desmatamento, além da exploração mais intensa de terras e outros recursos naturais a pelas mãos dos latifundiários, mais violência nas terras indígenas e também submeter a condições precárias de emprego que o capitalismo oferece para a população rural.

Afirmações como a do referido ministro não são separados do plano do governo Bolsonaro, ações como essa demonstram como tal governo está cada vez mais se submetendo como “quintal” do imperialismo, o que claramente poder ser visto com o Acordo Mercosul-UE ao qual abre mais espaço para tal e os frequentes alinhamentos a Trump e consequentemente ao imperialismo estadunidense.




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