FORÇAS ARMADAS RJ

Ministro afirma que forças armadas reforçarão a repressão no Rio de Janeiro até o final de 2018

Em apenas um mês, um bebê foi baleado na barriga da mãe e não sobreviveu, mais 86 pessoas foram mortas por balas perdidas no Rio de Janeiro, dentre elas duas crianças, a menina Vanessa atingida por uma bala na cabeça vinda de um policial, e Bryan atingido por um tiro nas costas.

quarta-feira 9 de agosto| Edição do dia

O ministro da defesa, Raul Jungmann, nesta terça-feira,, após reunião com dez deputados da bancada federal fluminense e o ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou que as Forças Armadas reforçarão a segurança pública no Rio de Janeiro até dezembro de 2018.

Como aconteceu durante a Marcha de Brasilia contra as reformas, no final de maio, bem como do aumento da gasolina o golpista Temer tem tentado governar via decreto, e mais uma vez decretou a Garantia de Lei e da Ordem.

O ministro afirmou que: “É importante passar para a população do Rio de Janeiro que o Governo Federal está presente e vai continuar presente até o último dia de 2018 e, em segundo lugar, deixar bem claro para a bandidagem que não existe santuário. Não vamos permitir que nenhum local onde a inteligência nos oriente que a gente não possa realizar uma operação ou várias operações”.

Pelo visto o significado de inteligência para o ministro é um pouco diferente do que o usual, pois essas operações de inteligência têm deixado mortos no Rio de Janeiro cotidianamente, como você pode ver em: Bebê atingido por bala perdida na barriga da mãe morre depois de 30 dias de vida.

Além disso, o ministro anunciou que na próxima terça-feira (15), terá outra reunião sobre o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM). A reunião servirá para discutir uma agenda legislativa voltada especificamente para as questões de segurança pública em que Marinha e Aeronáutica também atuarão para impedir o tráfico de drogas no Rio de Janeiro.

Segundo Hugo Leal (PSB-RJ), as ações das Forças Armadas durante os Jogos Olímpicos de 2016 garantem que as tropas militares tenham atuação ainda mais efetiva atualmente. Isso só prova que os imensos ataques à classe trabalhadora e ao povo pobre começaram ainda nos governos do PT, permitindo que pudessem ser ainda mais graves após o golpe institucional.

“Hoje, ficou mais uma vez a demonstração de que os resultados vão começar a aparecer a partir dessa integração das forças (federais e estaduais). Resultados vão aparecer de forma paulatina. O que tinha acontecido na Olimpíada, em 2016, volta agora com uma força ainda maior já com conhecimento prévio de informações adquiridas naquele período para agora podermos efetivar ações de inteligência” ressaltou Hugo Leal.

O Plano Nacional de Segurança no Rio de Janeiro emprega 8,5 mil militares das Forças Armadas, 620 integrantes da Força Nacional de Segurança e 1.120 da Polícia Rodoviária Federal, sendo que 380 vieram de outros estados. As operações com o emprego das Forças Armadas são feitas a qualquer momento e não há rotina, nem de horários, nem de locais. De acordo com Jungmann, as operações de inteligência, integradas e de surpresa continuarão a ser adotadas. Até o momento, não há previsão para aumento do efetivo.

O governo federal informou que enviará ao Congresso Nacional um pacote de mudanças legislativas para apoiar as ações do Plano Nacional de Segurança Pública. A intenção é também mudar a pena para o porte ilegal de armas dependendo do tipo da arma. Esperemos os absurdos que virão, isso se Temer não decretar o texto novamente obrigando, dessa maneira, que seja apreciado pelo Congresso Nacional.




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