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Ministra Pastora de Bolsonaro quer atacar nossos direitos: Separação imediata da Igreja e do Estado!

Não é novidade que a composição da equipe de governos de Jair Bolsonaro reúne o que há de mais retrógrado nos campos políticos, econômicos e sociais. A novidade desta semana foi o anúncio do nome de Damares Alves para a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos. Damares Alves é pastora evangélica e coleciona diversas declarações reacionárias e conservadoras.

sexta-feira 7 de dezembro| Edição do dia

Em vídeo de 2016, Damaris chega a afirmar que “É hora da igreja governar” num discurso inflamado de conservadorismo. A futura ministra é do time dos que vociferam que existe uma “ideologia de gênero” nas escolas a qual é necessária combater, quando o que existe na realidade é uma tentativa de educadores de levar a discussão da diversidade nas escolas com o intuito de reverter o alarmante dado de que o nosso é o país que mais assassina pessoas trans no mundo, por exemplo.

É também assessora parlamentar de outro reacionário, Magno Malta do DEM, ferrenho defensor da redução da maioridade penal, isso em um país onde existe a figura do “suspeito padrão”, na qual basta você ser negro e pobre para ser vítima da polícia, onde mais de 70% da população carcerária é negra e mais de 40% está presa sem julgamento. Além disso, é favorável a restringir ainda mais a já restrita lei do aborto, criminalizando-o até mesmo em casos de estupro e risco de vida para a mulher.

Este currículo já deveria ser mais que suficiente para entender que Damares Alves não poderia estar à frente das políticas para a Mulher, Família e Direitos Humanos. Sua indicação, assim como de outro nomes da equipe de governo de Jair Bolsonaro, como Ricardo Velez Rodriguez para a educação, expõe o que reserva o futuro governo Bolsonaro para as mulheres, o povo pobre e a juventude: mais repressão, retirada de direitos e um avanço ideológico da igreja evangélica sobre distintos setores da sociedade, impondo a sua falsa moral para a população enquanto pastores enriquecem a custas do dinheiro suado dos fiéis.

Defendemos a liberdade de crença dos trabalhadores e povo, e isso implica que nenhuma religião possa se impor desde o Estado e reprimir e perseguir os que se reivindicam de outras crenças religiosas, como acontece ainda hoje com a perseguição às religiões de matriz africana. Por isso nos colocamos pela separação imediata da igreja e do Estado! A interferência da Igreja no Estado só garante mais retrocessos em direitos fundamentais como o de poder exercer livremente sua crença, o já limitado direito a decidir sobre nossos corpos ou de viver nossa sexualidade. Temos que também no Brasil seguir exemplo do que há de mais avançado na luta dos trabalhadores e povo pobre no mundo, apoiar e também nos inspirar nos “coletes amarelos”, que torceram o braço de Macron e obrigou o governo a retroceder do aumento do preço dos combustíveis e da eletricidade. Aqui assim como lá, não podemos permitir que o governo avance sobre nenhum de nossos direitos e para isso precisamos nos organizar, exigindo dos sindicatos, centros de estudantes e organizações dos movimentos sociais que organizem a luta contra o avanço reacionário de Bolsonaro desde as bases.

Lançamos no mês de novembro o Manifesto do MRT com este chamado e queremos que cada trabalhador e trabalhadora, mulher e jovem que veja a necessidade de nos organizar-nos contra os ataques da agenda do golpismo que Bolsonaro quer levar adiante junto com sua equipe reacionária venha discuti-lo com a gente.




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