Sociedade

CRISE SANITÁRIA

Ministério da Saúde deixa hospitais em 22 estados em falta de sedativos para casos graves

21 estados, mais o DF tem falta de estoque de ao menos um medicamento usado em casos graves do COVID. Em sua maioria sedativos, medicamentos são usados em casos que necessitam de intubação. Ministério da Saúde e Anvisa são os responsáveis pela compra e distribuição.

sexta-feira 26 de junho| Edição do dia

O levantamento feito pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) considera 22 medicamentos essenciais para o tratamento. Há diferença entre o tamanho da falta entre os estados. Mato Grosso, por exemplo, tem o número mais elevado: são 13 em falta.

Os responsáveis por compra e distribuição dos medicamentos para os estados são o Ministério da Saúde e a Anvisa. A falta de medicamentos ao redor do país está na responsabilidade não só dos governos estaduais, que aplicam reaberturas em meio ao pico do coronavírus, mas também de Bolsonaro e sua política negacionista, que salva os empresários e deixa à própria sorte trabalhadores e população pobre, sem remédios e insumos.

Bolsonaro deixou um interino na pasta da Saúde, e a negligência de quem diz “e dai?” para milhares de mortes, e quem no dia em que se ultrapassa 55 mil mortos diz que existe “excesso de preocupação” fica visível no rombo de condições que hoje se encontra a saúde nos estados.

Se nem em todos os lugares os estoques de sedativos acabaram, em 23 estados, eles não tem o suficiente para mais que 10 dias.

Desde o início da pandemia, não se testa. O Brasil é um dos países que menos testa no mundo, e é o segundo país mais afetado pela COVID-19. Sem testes, sem leitos de UTI, que a cada dia se reduzem com o aumento de casos, e também sem medicamentos necessários, os governos não apresentam nenhum tipo de solução para a crise sanitária, a não ser nos enganar de que as reaberturas farão “voltar a normalidade”.

Não existe normalidade dentro dessa enorme crise sanitária! Por isso ainda segue sendo necessário garantir que haja testes massivos, para combater a enorme subnotificação que quer Bolsonaro, mas que deixam acontecer também os governadores. É preciso garantir os leitos necessários, colocando à disposição do SUS, sob controle dos e das profissionais da saúde, todos os leitos do sistema privado, e também converter grande parte de estabelecimentos como hotéis, hoje vazios em grande parte das cidades do país, para a transformação em leitos, sem que gastemos um centavo salvando os bolsos de empresários.

Bolsonaro e os governos injetam enormes montantes de dinheiro para os bancos e os grandes empresários, enquanto deixam a saúde entrar em colapso ao redor de todo o país. Chega de permitir que sejam nossas vidas que paguem por essa crise.




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