Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Militares propõem reforma da Previdência para soldados e mais privilégios a alta patente

Diante da disposição do governo Temer em atacar os trabalhadores pautando a Reforma da Previdência, e os presidenciáveis garantindo que irão pauta-lá em seus possíveis governos, os militares se anteciparam e decidiram apresentar uma proposta para Reforma da Previdência própria que estaria fora dos moldes apresentado por Temer, para manter ainda os privilégios da alta cúpula das Forças Armadas.

segunda-feira 1º de outubro| Edição do dia

Em sua proposta apresentada, os militares aceitam que pensionistas, soldados e cadetes passe a realizar a contribuição da Previdência. Na proposta os generais aceitam o aumento do tempo mínimo de serviço de 30 para 35 anos, mas sem exigência de idade mínima. Em troca, querem aumentar os salários dos generais quatro estrelas aos ministros e não abrem mão da aposentadoria integral e paridade de reajuste. A cúpula dos militares querem entregar a proposta assim que a reforma dos civis for aprovada.

Essa movimentação da alta cúpula das Forças Armadas, mostra como os generais querem manter seus privilégios, fazendo uma alteração pequena na Previdência dos militares, onde os altos comandantes ainda serão mais privilegiados com seus salários sendo equiparado com as dos ministros.

Ao mesmo tempo, propõe que a baixa patente de soldados e cadetes passem a contribuir com a previdência. Na prática, se trata de uma proposta de Reforma da Previdência que ataca as baixas patentes do exército enquanto enriquece seus comandantes e generais. Certamente estão dispostos a rifar mais direitos da baixa patente, como a aposentadoria integral, se for necessário para chegar um acordo mais duro e que condene aos trabalhadores a trabalharem a ter a morte.

Essa proposta da suposta “reforma” dos militares, mostra que os militares querem colocar em pauta a reforma da Previdência, pressionando para que ela seja discutida o quanto antes após o termino do pleito, ao gosto alta patente, onde reúnem os maiores defensores da ditadura militar e do golpismo.

Nestas eleições que se encontram manipuladas pelo autoritarismo judiciário e a crescente tuteladas das Forças Armadas, em prol da continuidade do golpe institucional, onde o principal intuito é seguir com os planos de ataques à classe trabalhadora, nos quais a Reforma da Previdência a mais odiosa dos ataques estará como pauta principal no próximo governo e qual Temer quer tentar ainda pautar após as eleições.

Agora o PT com a candidatura de Fernando Haddad investe em uma tentativa de pacto de "estabilidade democrática" com os golpistas, portanto reacionário, já que foram impulsionadores do impeachment, como PSDB, o MDB e setores do Centrão, legitimando o golpe institucional e a tutela feita pelo judiciário e pelos militares. Aliado aos mercados, promete em diversas ocasiões, em diálogo com banqueiros, que irá fazer uma reforma da Previdência, agregando "partes boas" da proposta escravista de Temer.




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