Juventude

Milhares saem às ruas na Marcha da maconha do Rio de Janeiro.

domingo 7 de maio| Edição do dia

FOTO: hempadao.com

A 15ª edição da Marcha da Maconha do Rio de Janeiro reuniu milhares pessoas na orla do Leblon e seguiu em caminha até a praia do arpoador, contando com a presença de carros de som e da banda Planta na Mente.

O ato em defesa do uso da maconha e outros psicotrópicos levantou bandeiras contra o proibicionismo, o encarceramento negro, a polícia e judiciário racistas. Antes que o ato andasse as falas que se seguiram no carro de som defenderam o uso medicinal, recreativo e religioso da maconha e questionaram a guerra às drogas e o proibicionismo do Estado.

Hoje temos uma política de Estado que proíbe o uso de certos psicotrópicos, pela égide da moral e dos danos fisiológicos que podem ou não causar, a qual engendra um esquema de corrupção vasto que alcança não só a polícia, mas também membros dos três poderes da República brasileira. A proibição além de favorecer ilicitamente funcionários públicos, cria um cenário de combate ao tráfico de drogas que enriquece as indústrias armamentistas e aumenta o genocídio do povo negro em favelas.

Veja a transmissão do ato na página da Faísca - Anticapitalista e Revolucionária:

A proibição cria uma política de combate às drogas a qual coloca as polícias de conjunto em atuação direta dentro das favelas – tendo seu caso mais proeminente as Unidades de Polícias Pacificadoras (UPPs) – que sob a bandeira das “guerras às drogas” mata diariamente a população negra e pobre das áreas periféricas do Rio de Janeiro. Para além disso, vemos também no caso específico do Rio, as violações de direitos dos moradores de favela que tem suas casas invadidas por PMs das UPPs para fazer de bases militares.

Por outro lado, o judiciário reacionário e racista cumpre um papel crucial no encarceramento do povo negro, principalmente, de mulheres por tráfico de drogas tornando ainda mais claro quem é de fato o principal inimigo nessa “guerra às drogas”. É válido lembrar que seletividade penal do judiciário não se esgota apenas nesse exemplo, quando vemos o caso do jovem Rafael Braga, preso por tráfico e associação tráfico, com flagrante forjado pela própria polícia, como alegou o jovem negro em seu depoimento.

A luta pela legalização das drogas não deve apenas ser pautada apenas pela liberdade individual de usar psicotrópicos, mas também que tenha uma crítica de fundo ao judiciário racista, à polícia assassina, ao encarceramento do povo negro e à corrupção que envolve amplos setores do Estado. Por isso, é importante a luta pela legalização das drogas sob controle do usuário para que possamos também combater o racismo estrutural que o Estado burguês leva a cabo.

Carolina Cacau, ex candidata do MRT pelo PSOL, esteve no ato defendendo a legalização das drogas sob controle dos trabalhadores e usuários, o fim da guerras às drogas, da cadeia, da chacina e da repressão, e pela liberdade imediata a Rafael Braga!

Veja o vídeo:




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