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Milhares no Chile rejeitam tentativa de governo de acabar com mobilização através da repressão

Um grande número de policiais das Forças Especiais da Polícia reprimiu e dispersou centenas de manifestantes na Plaza Dignidad com o objetivo de impedir uma nova mobilização no Chile. Basta de repressão! O prefeito Guevara deve renunciar! Julgamento e punição aos responsáveis ​​pela repressão!

sábado 28 de dezembro de 2019| Edição do dia

Milhares de manifestantes chegaram à Plaza de la Dignidad para protestar contra o governo Piñera e a repressão comandada pelo prefeito Guevara. Também em Antofagasta, como pode ser visto no vídeo acima, centenas de manifestantes se reuniram para marchar pela cidade e foram reprimidos pela polícia.

Há uma semana, a repressão quase matou Óscar Pérez, de 20 anos, atropelado por dois carros da polícia, após o impulso da política de "tolerância 0" liderada pelo prefeito Felipe Guevara e endossada pelo governo Piñera.

A política repressiva do governo e do prefeito Guevara, cujo objetivo é estourar a Plaza Dignidad e, assim, atingir os setores que permanecem mobilizados, gerou repúdio generalizado por várias personalidades, líderes e setores da população, que manifestaram sua adesão à exigência de "renúncia de Guevara", por ser o principal responsável político pela repressão sofrida na sexta-feira anterior.

Uma das vozes que se manifestou fortemente contra a política de "tolerância 0" do prefeito, e que também enfrenta uma denúncia nos termos da Lei de Segurança do Estado apresentada por Guevara e pelo governo Piñera, é Dauno Tótoro, líder do Partido dos Trabalhadores Revolucionários (PTR), organização irmã do MRT brasileiro, que impulsiona o Esquerda Diário.

"O governo insiste em seu discurso criminalizador, dizendo que há "intervenção estrangeira", não apenas com o ridículo relatório do Big Data, mas agora também com declarações em entrevista à CNN internacional, onde Piñera insistiu que os vídeos nas redes sociais de denúncia de violações ou repressão aos direitos humanos correspondiam a imagens gravadas no exterior.

De acordo com a visão de Tótoro, esse discurso repressivo é usado "para criminalizar quem se mobilizar por educação, aposentadoria, moradia e contra os últimos 30 anos de herança da ditadura militar".




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