Política

ESQUERDA DIÁRIO IMPRESSO

Milhares de votos em Diana Assunção fruto de uma campanha militante onde se destacaram trabalhadores e mulheres

quinta-feira 20 de outubro| Edição do dia

Desde o lançamento da candidatura, onde estiveram presentes mais de 300 pessoas, já se mostrava o protagonismo que teriam os trabalhadores e mulheres. Foi ali a primeira participação em peso de trabalhadores efetivos e terceirizados da USP, que foram muito ativos com seus colegas de trabalho, amigos e familiares. É impossível sintetizar num artigo todas as iniciativas que protagonizaram, que tornaram a campanha enormemente presente na região oeste da cidade, com carreatas, panfletagens, churrascos e reuniões nos bairros.

Essa atividade, que teve como centro a Zona Oeste de São Paulo, onde Diana teve 4 vezes mais votos do que a média que conquistou em toda a cidade (com porcentagem significativa de votos em todas as zonas), que no total somaram 3590, sendo a 11ª mais votada do PSOL.

Essa rede militante que envolveu mais de 100 trabalhadores, com destaque para as mulheres lutadoras, só foi possível porque já existia previamente às eleições, pelo reconhecimento fruto das lutas travadas na USP, onde vinha sendo diretora do Sintusp, lutando não somente pelos efetivos, mas também em diversas lutas de terceirizados, que se transformaram em um livro.

Professores e secundaristas da região oeste também se destacaram, assim como os da Zona Norte da cidade. Na Zona Leste, o ponto alto foi o Sarau Anticapitalista. Metroviários também foram linha de frente na campanha, bem como bancários em meio à greve da categoria, que Diana prestou solidariedade.

A campanha ganhou muito apoio entre intelectuais, como Ricardo Antunes, Jorge Grespan, Bia Abramides, Claudia Mazzei, Renata Gonçalves, Antônio Rago, Henrique Carneiro, Ivana Jinkings e outros.

Artistas também apoiaram, como o músico André Woong que fez o jingle da campanha, a cineasta Juliana Rojas, a escritora Caroline Rodrigues e outros.
Foi notável a quantidade de mulheres que se reconheceram na campanha da Diana, expressando o terreno conquistado com sua luta e elaborações feministas.
Recebemos também muitos apoios de militantes de correntes da esquerda, além dos intelectuais já citados, como o deputado estadual Carlos Giannazi, diversos militantes do PSOL, do MAIS e de um amplo espectro de esquerda independente.

Dezenas de estudantes da USP, com a Juventude Faísca à frente, também se mobilizaram ativamente na campanha, sendo fundamentais nas panfletagens massivas pela cidade. Mas nossa campanha também se fez presente nas fábricas, com panfletagens na Colgate, Osasco e outras.

Sobre a campanha, Diana Assunção declarou: “Em um contexto em que João Dória e os golpistas se fortaleceram nas eleições, o fortalecimento de uma voz anticapitalista é fundamental. Tenho muito orgulho de ter feito parte dessa campanha que mostrou uma enorme força militante, em que enfrentamos uma imensa censura dos patrões, que nos proíbem de estar na televisão, nos grandes jornais, e que usam de seus milhões roubados do suor do nosso trabalho para fazer suas campanhas. Agradeço cada voto e chamo a seguir organizados para combater a exploração e opressão, combatendo o avanço da direita com uma estratégia independente do PT. Venha fazer parte do coletivo de mulheres Pão e Rosas, do grupo de trabalhadores Nossa Classe, do Esquerda Diário e do MRT.”




Tópicos relacionados

Diana Assunção #UmaVozAnticapitalista   /    Eleições 2016   /    São Paulo (capital)   /    Política

Comentários

Comentar