Política

SP | GREVE DOS SERVIDORES

Milhares de servidores municipais vão às ruas contra a reforma da previdência municipal

Iniciando hoje, a greve dos servidores municipais reuniu milhares em uma assembleia com pauta da luta contra o SAMPAPREV, reforma da previdência do município de São Paulo.

segunda-feira 4 de fevereiro| Edição do dia

Milhares de servidores municipais se reuniram hoje (4) na frente da Prefeitura de São Paulo para uma assembleia com a pauta de revogação da votação do SAMPAPREV, a Reforma da Previdência do município de São Paulo, que foi aprovada no dia 26 de dezembro do ano passado, sob forte repressão da GCM garantindo o ataque do prefeito Covas.

Hoje diversos sindicatos que dirigem os servidores municipais estão convocando a unidade das categorias para derrotar o SAMPAREV. Mas essa é uma unidade que não pode acontecer somente no carro de som, apenas entre os dirigentes dos sindicatos, como propõe e quer Claudio Fonseca, do Sinpeem, mas sim a partir dos locais de trabalho, a partir de cada região, por isso agora a principal tarefa é a organização de comitês e comandos de greve unificados em que todo servidor público expressar suas posições e falar sobre a política que defende para enfrentar o ataque da prefeitura de Covas que quer fazer com todos os servidores trabalharem até morrer, e dessa forma massificando a mobilização da categoria e unificando a categoria dos servidores públicos, tendo como exemplo, a derrota que os servidores impuseram ao SAMPAPREV no primeiro semestre de 2018.

A luta contra a aprovação do SAMPAREV, ataque que é visto com muito entusiamo também pelo ex-prefeito e agora governador de São Paulo, João Dória, tem de ser vista como parte não apenas da luta no nível municipal, mas sim contra a Reforma da Previdência do Governo Bolsonaro, que hoje apresentou novas medidas para sua proposta de reforma, que quer fazer sangrar os trabalhadores do país inteiro, trabalhando até morrer, e submetendo trabalhadoras e trabalhadores de baixa renda a receber 500 reais de aposentadoria, e propondo uma idade minima igual para homens e mulheres, ignorando totalmente as duplas e triplas jornadas de trabalho as quais são submetidas as mulheres trabalhadoras com o trabalho doméstico. É através dessas medidas de precarização completa das condições de vida e trabalho que os governos querem despejar a crise do país nas costas da classe trabalhadora, enquanto garantem os lucros dos patrões.

Em depoimento ao portal Esquerda Diário, a professora municipal Grazi Rodrigues declarou que "é preciso que as mulheres, que agora se preparam também para uma marcha internacional no 8M, tomem a greve nas suas mãos, nós que dentre as professoras, as enfermeiras, auxiliares e outras categorias municipárias, somos a maioria, precisamos nos apoiar nesse espírito internacional de luta das mulheres para incendiar as lutas e superar os limites impostos pelas burocracias sindicais".




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