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Milhares começam a se manifestar em todo o Chile em defesa da educação

Dezenas de milhares tomaram as ruas do país em uma greve nacional de educação em apoio aos professores. A demanda cresce para que a central sindical, as organizações sociais, estudantis e de mulheres convoquem a uma grande paralisação nacional para que sejamos milhões nas ruas para que os professores triunfem contra este governo intransigente.

quarta-feira 3 de julho| Edição do dia

Começou a jornada nacional de mobilização no marco da greve convocada pela Associação Nacional dos Funcionários do Ministério da Educação (Andime) em apoio e solidariedade à mobilização da Associação de Professores.

Milhares de professores e alunos se mobilizam nas ruas de Valparaíso. Pamela Contreras, funcionária do colégio Winterhill e referente do PTR (partido irmão do MRT no Chile), menciona: "Hoje saímos às ruas para mostrar que a união é o único caminho. Precisamos da convocação para uma greve nacional unificada, com uma lista única de exigências para que os professores sejam bem-sucedidos e que possamos derrotar as reformas de Piñera."

Na mobilização, professores de escolas privadas subsidiadas estavam presentes, que chamaram a participar ativamente da greve e unir forças com todos os professores.

Libertad Moiroux, porta-voz da assembleia de história da Universidade Playa Ancha, menciona "Hoje somos milhares nas ruas, há forças para os professores terem sucesso. As bases do movimento estudantil querem unir as lutas, para isso devemos acabar com a sindicalismo e a passividade do CONFECH e nos unir nas ruas contra o governo."

Estudantes secundários e universitários de diferentes instituições de ensino também estavam presentes.

Lyam Riveros, do grupo "Vence"r de Valparaíso, mencionou: "Uma greve nacional e um plano de luta unificado de todos os setores são urgentes, o governo está enfraquecido, devemos aproveitar o momento. Porque enquanto precarizam a educação pública, criminalizam os jovens com projetos como ’aula segura’. A liderança da Frente Ampla e do Partido Comunista nas grandes organizações de trabalhadores e estudantes não optou pela unidade e preferiu as negociações com a Democracia Cristã do que fortalecer a unidade com objetivos comuns de luta. Para essa estratégia, devemos nos opor a uma estratégia baseada na mobilização de milhões de pessoas nas ruas contra esse governo."

Antonio Páez, dirigente do sindicato do Starbucks e referente do PTR, também esteve presente na passeata. "Hoje os professores estão mostrando o caminho com mobilizações massivas contra o governo. Como acontece com Bolsonaro no Brasil e Macri na Argentina, a direita não é tão forte quanto se vangloria. Os melhores tempos que prometeu Piñera nunca chegaram, e em troca procura impor medidas precarizadoras a todo o povo trabalhador, por isso procuramos uma grande resposta dos trabalhadores, mulheres e jovens contra o governo para derrotar suas reformas."

















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