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ESTADOS UNIDOS - AMÉRICA LATINA

Mike Pompeo chega na Argentina para participar da “Conferência contra o Terrorismo”

Um dia antes da chegada do secretário de Estado dos EUA, o presidente argentino Mauricio Macri declarou o Hezbolla uma organização "terrorista". Uma decisão motivada por Washington e Israel.

sexta-feira 19 de julho| Edição do dia

A visita de Pompeo para a América Latina acontecerá de 19 a 21 de julho, em Buenos Aires ele se encontrará com o presidente Mauricio Macri, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Teodoro Ribera, e o ministro das Relações Exteriores das Bahamas, Darren Henfield.

Segundo uma declaração da diplomacia norte-americana, entre os objetivos, buscam "fortalecer as alianças no Hemisfério Ocidental em desafios regionais e globais" e "fortalecer o apoio ao povo de Cuba, Nicarágua e Venezuela em sua luta pela democracia e liberdade ".

Fiel à agenda imperialista, nos últimos meses o governo argentino se declarou repetidas vezes a favor da intervenção dos Estados Unidos na crise da Venezuela. Ao mesmo tempo, o governo de Donald Trump tem apoiado a política econômica de Macri, bem como acordos com o FMI.

Em Buenos Aires, os líderes regionais se reunirão na Segunda Conferência Ministerial contra o Terrorismo no Hemisfério Ocidental, que será realizada pela primeira vez no país.

Este encontro que se realizará sob o pretexto da "luta contra o terrorismo internacional", pertence à agenda dos Estados Unidos, à qual o governo de Macri adere e à sua política de maior submissão ao imperialismo.

Espera-se que o Secretário de estado dos Estados Unidos participe às 10 horas da manhã no ato da sede da AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina), como parte da comemoração do 25º aniversário do ataque terrorista contra a mutual judaica. Pompeo também visitará Macri para falar sobre a situação argentina, o processo eleitoral e a Venezuela.

Um dia antes da chegada de Michael Pompeo, o governo argentino formalizou um decreto permitindo que o movimento islâmico e o partido político libanês Hezbollah fossem incluídos entre as supostas "organizações extremistas". Desta forma, expande a lista atual composta pelas organizações indicadas pelo Conselho de Segurança da ONU.

Esta é uma reunião estratégica para o governo Trump, no contexto da crescente tensão entre os Estados Unidos e o Irã sobre o desenvolvimento do programa nuclear.

O Irã é apontado por setores da Justiça argentina e do atual governo pelo ataque da AMIA, ocorrido em 18 de julho de 1994. Este caso constitui um "monumento à impunidade"; três horas após o bombardeio da AMIA, os Estados Unidos e Israel acusaram o Hezbollah e o Irã de serem os autores intelectuais e materiais do atentado. Nenhum dos governos permitiu a abertura de todos os arquivos, para que parentes das vítimas e organizações de direitos humanos possam acessá-los e dirigir a investigação.

Desde que assumiu o cargo em 2015, o Presidente Mauricio Macri priorizou as relações com os Estados Unidos e uma maior submissão às políticas imperialistas. O presidente Donald Trump disse que apóia a reeleição do atual presidente argentino




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