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Conciliação de classes | "Meu governo será Lula-Alckmin", garante Lula em jantar com empresários em São Paulo

Dando mostras mais uma vez de que não estará disposto a mexer em nada que atinja as questões centrais do país, Lula prometeu em jantar com empresários que em um possível governo não será "governo Lula" e sim "Lula-Alckmin". Para enfrentar toda a política do bolsonarismo e da extrema-direita odiosa é necessária uma política de independência de classe que se apoie em greves e mobilizações dos trabalhadores e dos setores oprimidos, como os indígenas estão se enfrentando.

sexta-feira 1º de julho | Edição do dia

Foto: ALOISIO MAURICIO / ESTADÃO CONTEÚDO

Lula participou de um jantar com empresários e reforçou o elo entre ele e Geraldo Alckmin. Segundo a jornalista Andréia Sadi do portal G1, ele afirmou que não existirá um “governo Lula”, mas um “governo Lula-Alckmin”. Ainda de acordo com o portal G1, o jantar aconteceu na noite da última terça-feira (28/06), na casa do advogado Sergio Renault, na região dos Jardins, área nobre de São Paulo.

“Aliança não é para ganhar, é para governar”, disse Lula durante o encontro, dando mais mostras de sua política de conciliação. Lula ainda quis reforçar também a capacidade de Alckmin em cuidar da relação entre Executivo e Legislativo, pois tem bom trânsito com os setores mais asquerosos da política institucional em âmbito nacional. Segundo os presentes no jantar, Lula ainda comentou que as “cotoveladas” que acontecera no passado não atrapalham a relação entre eles.

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De acordo com o portal g1, entre os presentes estavam Camargo (Grupo Esfera), Pedro Silveira (Upon Global Capital), Carlos Sanchez (EMS), Cândido Pinheiro (Hapvida), Matheus Santiago (Ageo Terminais) e Rosângela Lyra (ex-representante da Dior no Brasil).

Não será possível derrotar o projeto da extrema-direita odiosa ao lado de empresários que até outro dia estavam apoiando o projeto político de Bolsonaro, Mourão e militares. Lula busca uma aproximação com os mesmos setores com os quais ajudaram a pavimentar o caminho pra essa extrema-direita chegar ao poder. Geraldo Alckmin que foi um defensor do golpe institucional e dos ataques aos trabalhadores, como a reforma da Previdência aplicada pelo o governo Bolsonaro, se reuniu com Michel Temer nessa última semana, no intuito de conciliar e garantir para Temer e para a burguesia que a reversão, ou revogação da reforma trabalhista não irá afetar os pilares principais desses ataques.

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A reforma trabalhista foi um ataque brutal que precarizou os postos de trabalho no país, arrochando salários, retirando direitos e deixando muitos trabalhadores à própria sorte quando são demitidos. Colocaram trabalhos intermitentes, aumento da uberização, obrigando as trabalhadoras gestantes a trabalhar, entre uma série de outros ataques. Uma precarização dos serviços que vem ocorrendo ao longo dos anos, inclusive nos anos de governo Lula, a terceirização triplicou deixando muitos trabalhadores em postos precários e com salários arrochados.

É necessário revogar integralmente todas as reformas! Para isso, não podemos semear ilusões nessa aliança com inimigos históricos dos trabalhadores, como faz o PSOL ao integrar a campanha de Lula. O caminho para barrar a reforma trabalhista, as demais reformas e reverter as privatizações é pela luta de classes, apostando na força dos trabalhadores, levantando uma política de independência de classe.

Assista abaixo o programa "Esquerda Diário Comenta" Novas diretrizes do programa da chapa Lula/Alckmin:




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