Mundo Operário

PRIVATIZAÇÃO

Metroviários realizarão ato nesta quarta-feira contra as demissões do Metrô de SP

Após grande campanha do Movimento Nossa Classe, nesta quarta-feira, 30, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo irá organizar um ato pela reintegração das duas demissões políticas de funcionários da estação Sé ocorridas recentemente e contra as práticas anti-sindicais que o Metrô de SP vem realizando com a categoria. O ato se concentrará na Estação Sé, às 16h, e depois sairá em caminhada até o Edifício Cidade II, onde haverá uma reunião entre o Sindicato e a empresa.

terça-feira 29 de agosto| Edição do dia

Após grande campanha do Movimento Nossa Classe pela readmissão (ver campanha abaixo), nesta quarta-feira, dia 30, os metroviários irão realizar um ato, organizado pelo Sindicato dos Metroviários, contra os ataques que o Metrô de SP vem realizando aos trabalhadores. Nos últimos meses, frente a conjuntura nacional de ataques aos direitos dos trabalhadores, bem como de aprofundamento das privatizações das empresas públicas, a direção do Metrô de SP vem tendo uma política de terrorismo com os metroviários, com forte assédio aos trabalhadores que se organizam e se mobilizam, chegando inclusive a demissões políticas, numa prática completamente anti-sindical.

É exemplo desta prática as demissões de dois trabalhadores da estação Sé, em treinamento, que ocorreram sem nenhuma justificativa legal por parte da Companhia, mas cuja motivação admitida verbalmente pela supervisão foi o fato destes terem aderido a mobilização de toda categoria, retirando uniforme numa estação onde todos estavam mobilizados. Esta demissão, se junta a uma série de outras que o Metro de SP vem realizando sob a justificativa de "baixa produtividade" para trabalhadores que possuem restrição médica porque se acidentaram no trabalho.


Metroviários da estação Sé

Os trabalhadores da Estação Sé, após estas demissões políticas, organizaram um abaixo assinado pela reintegração dos metroviários, ao qual o Sindicato se incorporou e está passando também em todas as áreas do Metrô. Além disso, o Movimento Nossa Classe além de coletar assinaturas, iniciou uma campanha de fotos pela readmissão, também com trabalhadores de outras categorias como professores, rodoviários, trabalhadores de USP, estudantes de diversas cidades do país. No Ato desta quarta-feira será entregue os abaixo assinados para a direção da Companhia do Metropolitano, com a exigência de reintegração imediata dos metroviários demitidos.

Também será discutido com o Metrô a exigência de que os operadores de trem treinem os supervisores de segurança para operarem trem no plano de contingência da empresa, colocado em prática nos momentos de greve da categoria. Os operadores de trem ao se organizarem e recusarem a dar este treinamento, que está fora de suas funções, foram duramente assediados pela empresa.


Operadores de trem da Linha 1 Azul

"O Metrô de SP vem implantando terrorismo com os metroviários para implantar o medo e inibir a luta contra a privatização da Companhia e a terceirização das bilheterias. A última coisa que Alckmin quer nos seus planos é uma greve dos trabalhadores metroviários contra a privatização de um serviço tão estratégico como o transporte. Não podemos aceitar esse tipo de ameaça da empresa, nossa primeira tarefa é a reintegração imediata dos trabalhadores demitidos, a categoria precisa estar unida para enfrentar os planos de privatização e não aceitaremos nenhum trabalhador na rua" afirmou Felipe Guarnieri, operador de trem da Linha 1 - Azul do Metrô e integrante do Movimento Nossa Classe.

VEJA ABAIXO A CAMPANHA PELA READMISSÃO DOS METROVIÁRIOS


Metroviários da manutenção Patio Jabaquara Linha 1


Metroviários da estação São Joaquim e Santa Cruz da Linha 1 Azul


Marilia diretora do Sindicato dos Metroviarios e Katia metroviária da estação Sé; Fernanda e Aguiar, demitidos políticos da greve de 2014


Metroviários na manifestação pela readmissão na estação Sé


Metroviários no Congresso da Fenametro

Plinio de Arruda Sampaio Jr (Plininho) durante o Congresso da FENAMETRO em apoio pela readmissão

Diana Assunção, ex-candidata a vereadora pelo PSol pelo MRT e da diretoria de base do Sintusp


Pablito, diretor do Sintusp


Marcella Campos, professora estadual em SP e diretora da Apeoesp


Adailson, rodoviário de Porto Alegre


Bancários da Caixa Econômica


No Natal (RN) e em Campina Grande (PB), estudantes e trabalhadores se solidarizam com os metroviários de SP

Juventude Faísca da Letras USP repudia as demissões políticas no Metrô de São Paulo




Tópicos relacionados

Privatização   /    Metrô   /    Mundo Operário

Comentários

Comentar