Mundo Operário

MOBILIZAÇÃO

Metroviários de SP intensificam luta e preparam greve para o dia 5

Na assembleia extraordinária realizada ontem, dia 28 de janeiro, a categoria decidiu por intensificar a luta e preparar a greve para o dia 5 para resistir contra os ataques

terça-feira 29 de janeiro| Edição do dia

A assembleia foi chamada em consequência da demissão injusta e arbitrária do companheiro Operador de Trem Joaquim José no dia 22/1. Como já declaramos aqui no Esquerda Diário a demissão de Joaquim José se trata de uma estratégia do Metrô de São Paulo de jogar a população contra nós metroviários, quando na realidade os problemas se devem a uma política de precarização, terceirização e privatização levada à frente pelo governo Doria.

O ataque que é a nova escala que leva a maior degradação do quadro de funcionários, precarizando ainda mais o atendimento ao usuário, a demissão de Joaquim José como responsável pelo transtorno, que não é pontual - mas cotidiano - à população de São Paulo que depende do Metrô, a terceirização das bilheterias, são todos ataques e parte da política de privatização.

Agora mais do que nunca estamos vendo o que significa a privatização, a privatização da Vale teve como resultado o crime de Mariana, e agora o crime de Brumadinho; a privatização do metrô não será diferente, precarizará ainda mais esse transporte e servirá apenas para o lucro dos empresários e do governo PSDB, que há anos usa o metrô como fonte de renda em seus processos de corrupção. Outro exemplo é a linha 15- Prata, o monotrilho, que é a primeira na lista de linhas a serem privatizadas, e que ontem, dia 28, teve a queda do terceiro trilho sobre a avenida Anhanguera e que agora se encontra com um trecho inoperante devido a isso.

Outra pauta importante da nossa luta é contra a suspensão dada ao diretor sindical, Alex Fernandes, por um vídeo em que eles chamam os metroviários a irem a assembleia de utilizando de seu Código de Ética e Conduta, que se trata, na realidade, de uma verdadeira lei de mordaça contra os ativistas da categoria.

Veja mais: Coordenador do Sindicato dos Metroviarios-SP é punido por vídeo contra privatização

É muito importante que a população de São Paulo se solidarize com essa luta, que não diz respeito apenas a categoria, que é uma luta contra a precarização, terceirização, privatização, contra o aumento da tarifa. Uma greve que se aprovada no dia 5 pode se juntar a greve dos servidores municipais contra o Sampaprev. Uma verdadeira demonstração de força contra o governo Bolso-Doria que tem como único objetivo nos atacar para que seja nós, trabalhadores, que paguemos pela crise.

Durante a assembleia mais uma vez vimos parte da diretoria do sindicato, membros da CTB - central sindical do PCdoB de Manuela D’Ávila -, tentarem desmobilizar a categoria sendo contra a retirada de uniforme, um método histórico da categoria de preparação de greve, com argumentos falsos de que isso divide a categoria. Isso depois de na última assembleia tentar com que não fosse aprovado uma data pra greve, depois de aparecer em setoriais para dizer que não devíamos fazer greve por não termos força para isso; ou seja, trata-se da continuidade da política de traição e desmobilização da CTB. Deixamos aqui nossa exigência, que é a exigência de toda categoria, para que o sindicato construa verdadeiramente a mobilização junto à base, passando em linha, conversando com cada trabalhador, chamando setoriais.

Confira o calendário de mobilização:

  • Retirada de uniforme a partir de 30/1
  • Uso do adesivo contra a privatização a partir de 31/1
  • Ato público no CCO no dia 31/1, a partir das 15h, pelo cancelamento da demissão do companheiro Joaquim José. A partir das 17h, ato unificado na estação Sé, com distribuição de Carta Aberta à População
  • Publicação de matéria no jornal MetrôNews, no dia 31/1, denunciando o crime humanitário ambiental em Brumadinho (MG) como consequência da privatização da Vale. Também será explicada a demissão arbitrária de Joaquim José
  • Continua a circulação em todas as áreas de abaixo-assinado pelo cancelamento da demissão de Joaquim José
  • Entrega ao Metrô de todas as manifestações contrárias à perseguição contra o companheiro Alex Fernandes
  • Será enviado ao Metrô solicitação de esclarecimentos com relação à queda do segundo trilho no Monotrilho (Linha 15-Prata) no dia 28/1
  • Publicação de matéria no jornal MetrôNews, no dia 4/2, informando sobre a greve dos metroviários em 5/2/
  • Assembleia em 4/2
  • Greve em 5/2
  • Não realizar horas extras e quebra-galhos
  • Reunião no Sindicato, em 16/2, com várias categorias do funcionalismo para tentar unificação das Campanhas Salariais
  • Contra a privatização e a terceirização das bilheterias, pela manutenção da escala-base e da equiparação. Iniciar a Campanha Salarial, já!



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