Mundo Operário

GREVE GERAL 14J

Metroviários: Vamos manter firme nossa greve sem deixar que traiam e negociem nosso futuro

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

Em assembleia realizada nesta quinta-feira no Sindicato dos Metroviários, a categoria reafirmou a participação na Greve Geral no 14J contra a reforma da previdência. Além disso, a categoria também repudiou as liminares conseguidas pela empresa e o governo Dória que determinava multa para as categorias que mantivessem a greve. Esta foi uma ação completamente antissindical, que ameaça o direito de greve dos trabalhadores, como foi afirmado pelo juiz do trabalho Souto Maior que, em decisão judicial, determinou a multa de 1 milhão de reais para as empresas que impedirem o direito a mobilização dos trabalhadores.

Após a assembleia dos metroviários foi anunciada a decisão da diretoria do sindicatos dos condutores (de paralisação parcial com nova assembleia às 6h nesta sexta) e da diretoria dos sindicatos de ferroviários da CPTM (de suspensão da paralisação). No entanto, muitas categorias ainda vão aderir a greve no 14J, por isso é fundamental que os metroviários se mantenham firme nesta decisão, podemos ser a ponta de lança para que os trabalhadores dessas categorias de transporte superem a política traidora da UGT (que esta a frente desses sindicatos de transportes) e de qualquer outra central que queira negociar nosso futuro com o centrão e Bolsonaro. Temos que confiar nas nossas próprias forças.

Poucos minutos depois da decisão da assembléia, o Metrô de SP soltou uma declaração nas suas páginas na internet contrária a greve, que foi bombardeada com milhares de comentários da população em favor ao direito de greve dos trabalhadores metroviários e contrários às ameaças de punições. Veja aqui o imenso apoio da população à adesão dos metroviários na greve geral.

Bolsonaro, o Centrão e Rodrigo Maia estão unificados em atacar os trabalhadores, como ficou evidente no parecer da reforma da previdência, apresentado nesta quinta-feira no Congresso Nacional. Além disso, conseguiram também o apoio à reforma da previdência de todos os governadores estaduais. Esta medida vinha sendo encabeçada fortemente pelo governador de SP, João Dória, e contou com o absurdo apoio dos governadores do PT e do PCdoB.

No entanto, a contradição é que mesmo com toda essa operação, a reforma da previdência segue com muito rechaço em toda a população do país, como ficou evidente durante a campanha salarial dos metroviários, na qual os coletes vermelhos contra a reforma da previdência ganharam enorme visibilidade e apoio no país inteiro, e fica novamente evidente agora no apoio da população a nossa greve.

As centrais sindicais que chamaram a greve geral, como UGT, que está na direção de alguns sindicatos da CPTM e rodoviários de SP, estiveram até o último minuto na base do governo Bolsonaro, apoiando-o. Já a Força Sindical há muito tempo vem declarando suas intenções de negociar uma reforma da previdência alternativa. Tudo isso com o aval da CUT e CTB que não expressaram nenhum repúdio à tais negociatas com Bolsonaro ou Centrão.

Por isso, nós do Movimento Nossa Classe, viemos alertando que os trabalhadores não poderiam confiar na estratégia de negociação das centrais sindicais e levamos na última assembléia em metroviários a proposta de um chamado para que a UGT, Força Sindical e CTB, com aval da CUT, rompessem imediatamente as negociações com Maia e o Centrão e organizassem com assembleias nos locais de trabalho a paralisação do dia 14J.

Essa será a primeira medida de força da classe trabalhadora contra os ataques dos governos e patrões no governo Bolsonaro e os metroviários tem um papel fundamental a cumprir, se juntando a outras categorias que vão sair em luta neste dia, se apoiando no exemplo que deu a juventude contra os cortes da educação e no apoio de toda população. Além disso, temos que exigir que as centrais sindicais parem de negociar e trair nosso futuro e organizem um verdadeiro plano de luta, com assembleias nos locais de trabalho e estudo, para derrubar a reforma da previdência e os cortes de Bolsonaro.




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