METRÔ-SP

Metroviários-SP realizarão assembleia extraordinária contra demissão de operador de trem

Leia a Declaração do Movimento Nossa Classe-Metroviários sobre a assembleia que acontecerá hoje, 28, para organizar a luta da categoria pela readmissão do operador de trem Joaquim José e contra os ataques da privatização.

segunda-feira 28 de janeiro| Edição do dia

Leia mais sobre a demissão aqui.

Foto: Paulo Ianone.

CONSTRUIR NA BASE A GREVE PELA READMISSÃO DE JOAQUIM E CONTRA OS ATAQUES DA PRIVATIZAÇÃO

Não a 4x1x4x3 noturna!Em defesa da escala base e da jornada de 36hs!

Assembleia 28/01 as 18hs no Sindicato!

Em meio a ataque ao acordo coletivo da categoria, em particular da implementação da escala 4x1 noturna que tem como objetivo acabar com a jornada de 36hs, no dia 23/01, a secretaria de transportes do governo junto com a Direção do Metrô-SP demitiram por justa causa Joaquim José, operador de trem da Linha 1. Joaquim tem mais de 30 anos de Metrô, seu trabalho é reconhecido por todos, já foi elogiado por atuação e homenageado.

De uma forma absurda a assessoria de imprensa do Metrô -SP assediou Joaquim em toda a mídia, sem nem ter sido realizado qualquer processo de apuração da ocorrência, culpando o operador de trem por tudo. O mesmo teor da nota à imprensa realizada pela secretaria de transportes. Uma nota mentirosa, que distorce os fatos, e tem como único objetivo jogar os metroviários contra a população.

Por esse objetivo, a alta cúpula da empresa impôs o "código de conduta e etica", para assediar na mídia os trabalhadores e favorecer a política de privatização, enquanto impõe a lei da mordaça censurando os metroviários de denunciar os ataques, através de punições severas como a suspensão de 3 dias dada ao Coordenador do Sindicato Alex Fernandes por ter gravado um vídeo chamando a categoria para participar da assembleia.

Separar os metroviários da população é estratégico para a direção da empresa e para o governo. Assim conseguem atacar os direitos dos metroviários, e também precarizar o serviço público para a população, aumentando a tarifa do transportes para o lucro dos grandes empresários, ao passo que os recursos vão todos para os cofres da CCR que administra a linha privada, enquanto para o sistema estatal faltam funcionários e avança a terceirização e a extinção de postos de trabalho.

A demissão de Joaquim é uma ameaça para toda categoria que terá que trabalhar sabendo que diante qualquer acusação da chefia, não tera direito de defesa, correrá risco de ser assediado na imprensa e ainda poderá receber uma carta de demissão na sua casa.

Mas se a intenção do Metro-SP era intimidar. Isso ele não conseguiu! Porque o que vimos em todas as áreas foi uma solidariedade enorme a Joaquim. Nos grupos de Whatsapp e nos locais de trabalho diversos metroviários dizem: "Eu Paro pelo Joaquim!". Mostrando que está se fortalecendo ainda mais a unidade da categoria, na própria setorial realizada no JAT a indignação era enorme, e muitos trabalhadores consideravam que era necessário já tomar uma medida imediata parando os trens para o Metrô recuar da demissão. Nós compartilhamos desse sentimento, e a história e tradicao de luta da categoria já mostrou por diversas vezes que quando os trabalhadores se organizam nas suas áreas, só favorece a organização de toda a categoria para a luta, e não o contrário.

Quem está na contramão disso são os que aceitam e colaboram com os ataques do Metrô, aderindo a nova escala, aceitando trocar turno ou fazer hora extra. Reforçamos o chamado para que retrocedam da decisão, deixem de pensar individualmente, e pensem no coletivo. Mais do que nunca não é hora de quebrar galho da empresa. Mas sim estarmos unificados para resistir aos ataques do governo e da empresa.

O sindicato dos metroviários, decidiu não realizar nenhuma ação mais imediata na área, porém antecipou assembleia para dia 28, além de iniciar o trabalho com abaixo assinado. A maioria da diretoria do sindicato, ligada à CTB (PC do B), vem dando mostras que não quer organizar uma luta séria, na setorial da linha verde defenderam contra a greve, e no discurso geral tudo se resume a negociar com a empresa, quando a mesma empresa diz que não vai negociar.

A mesma estratégia da negociação pacífica, por fora de organizar a luta na base, que a cúpula das principais centrais sindicais realizam com o governo Bolsonaro, sem construir um plano de luta na base contra a reforma da previdência e os demais ataques do novo governo. E a mesma política de conciliação que leva o PC do B a apoiar Rodrigo Maia.

Resistência não se faz com conciliação e de forma pacífica. Se faz organizando na base os trabalhadores, com um plano de luta concreto. Na última assembleia, os setores de oposição à maioria da diretoria do sindicato já tiveram que se unificar para pressionar que o indicativo de greve fosse votado. Agora é necessário ir além, temos que dar uma resposta à altura a esses ataques do Metrô.

Não se trata mais de somente não ceder mais nenhum terreno à política de privatização do governo, mas de defender nossos companheiros de trabalho.

Por isso é fundamental a mais ampla mobilização para a assembleia do dia 28, para existir condições concretas para construir desde já na base a greve na categoria, e assim podermos resistir aos ataques, mostrando para a população as mentiras do governo e da direção da empresa e que estamos juntos com cada trabalhador contra o aumento da passagem e a precarização dos serviços públicos, em particular com os professores e servidores municipais que também indicaram greve contra o Sampaprev no dia 04 de fevereiro.

Os trabalhadores metroviários e a população que fazem o metrô funcionar, e portanto eles que deviam controlá-lo, não deixaremos o governo Doria entregá-lo nas mãos dos seus amigos empresários.

Movimento Nossa Classe-Metroviários
Próxima Reunião: Segunda Feira as 17hs no sindicato!




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