Educação

METROVIÁRIOS SP 15M

Metroviários-SP no 15M: Uma só luta para derrotar a reforma da previdência e os cortes de Bolsonaro!

terça-feira 14 de maio| Edição do dia

A greve nacional da educação no país inteiro, convocada para dia 15/05, tem importância singular na atual situação do país. A ofensiva do governo Bolsonaro contra os direitos dos trabalhadores ganha novos contornos com o anúncio de 30% de corte no orçamento para educação. Isso provocou uma reação imediata em diversas universidades e escolas, com assembleias massivas de estudantes e professores que irão paralisar suas atividades neste dia 15 de norte a sul do país. No bojo da reforma da previdência, Bolsonaro da mais um tiro apontando para seu inimigo já anunciado durante as eleições, os professores e a educação. Em assembleia os metroviários decidiram usar um adesivo em apoio aos professores e juventude durante o trabalho no dia 15 e fazer uma carta aberta a população na estação Trianon Masp, antes da manifestação.

Os jovens que hoje já estudam em escolas precárias e tem seu acesso negado a universidade, visto as poucas vagas no ensino público e as caras mensalidades do ensino privado, se vêem agora sem a perspectiva de trabalho ou aposentadoria com as novas propostas do governo. Por isso é necessário ligar a luta contra os cortes da educação à luta contra a reforma da previdência. Sem ligar essas duas lutas não vamos conseguir derrotar Bolsonaro e seus projetos privatistas contra os trabalhadores.

As centrais sindicais na figura de Paulinho da Força e UGT, atuam negociando no congresso para garantir seus interesses particulares, como a MP que trata o financiamento dos sindicatos, em detrimento da mobilização contra a reforma da previdência. Não aceitamos esta negociação de nosso futuro! Mesmo com esse ataque a educação, promovendo uma ampla mobilização em diversas escolas e universidades do país, as centrais só convocam a greve geral para daqui 1 mês, dia 14/06. Assim, ganham tempo para negociar a MP com Rodrigo Maia, colocando a reforma da previdência como moeda de troca na mesa. Isso separa a luta, deixa os professores e a juventude sozinhos dia 15/05 e não colaboram para uma derrota efetiva da reforma da previdência e os cortes na educação.

No Metrô, a política das centrais em separar as lutas ficou explicita, quando na última assembléia dia 06/05, com a conivência de toda esquerda, a diretoria do sindicato propôs encerrar a campanha salarial, em parte favorável aos trabalhadores, pois não há a garantia de que a decisão do TRT seria acatada pela empresa sem recurso, assim como o tribunal proibiu o uso dos coletes contra a reforma, principal ferramenta de luta dos metroviários nessa campanha que conquistou amplo apoio da população (que se expressou de diversas formas diariamente, como no Twitaço organizado pelo Esquerda Diário quando a #EuApoioOColetedosMetroviários chegou em 2º lugar em SP), aplicando multa de 500,00 por colete usado. A diretoria preferiu encerrar a campanha sem repudiar a criminalização do uso do colete, ao invés de adiar a greve dos metroviários para dia 15/05 para que a categoria pudesse se somar aos professores e deixar claro para o governo Doria e a direção do Metrô que não aceitaremos nenhuma manobra em nosso acordo coletivo e lutaremos junto a todos os trabalhadores contra qualquer retirada de direitos. A categoria decidiu usar um adesivo em apoio aos professores durante o trabalho no dia 15 e fazer uma carta aberta a população na estação Trianon Masp, antes da manifestação.

Assembleias de base em todas as categorias são necessárias para preparar uma greve geral capaz de enterrar de vez os planos econômicos e de corte de direitos que o governo Bolsonaro quer implementar.

Nós do movimento Nossa Classe, chamamos todos os metroviários a compor o ato dia 15 na Av. Paulista, junto aos professores e a juventude, para levantarmos juntos a bandeira contra a reforma da previdência e os cortes na educação. Estaremos no Masp a partir das 14h.




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