Gênero e sexualidade

TERCEIRIZAÇÃO

Metrô não paga trabalhadoras da Higilimp com ajuda do Siemaco

Nesta terça centenas de trabalhadoras terceirizadas da empresa Higilimp que prestava serviço ao Metrô de SP amanheceram na porta da empresa na Estação da Luz.

quarta-feira 17 de fevereiro de 2016| Edição do dia

As trabalhadoras exigiram o pagamento imediato dos salários dos últimos dois meses e os direitos referentes a rescisão contratual.

Na USP, a força das trabalhadoras com a ajuda do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), impuseram o pagamento dos salários e direitos pela própria USP que é a contratante.

Já no Metrô o Siemaco atuou desmobilizando e amedrontando as trabalhadoras, afirmando que a luta se daria na justiça com cada uma abrindo processos individuais. Afirmavam ainda que quem persistisse exigindo do Metrô não teria emprego garantido.

As trabalhadoras, com a ajuda de diversos metroviários do Sindicato dos Metroviários de SP, membros da CIPA da L1 Azul e da agrupação Metroviários Pela Base conseguiram pressionar para que a vontade das trabalhadoras fosse cumprida. Às 11h centenas de trabalhadoras saíram da estação da Luz e foram em passeata até bloquearem a rua Boa Vista em frente à administração do Metrô.

Mesmo com a mobilização a intransigência do Metrô e a atuação criminosa do Siemaco garantiu a derrota sem pagamento aos direitos das trabalhadoras pelo Metrô.

O que restou foi a promessa do Siemaco de que nesta quarta às 8h vai haver em sua sede o recolhimento de um cadastro para que as funcionárias sejam contratadas pela empresa Soluções, que substituirá a Higilimp nos serviços de limpeza do Metrô.

Fica cada vez mais claro que a Higilimp declarou falência de forma criminosa e em acordo com o Governo do Estado, pois o Metrô efetuou pagamento à Higilimp já sabendo que a empresa estava em processo de falência. Um verdadeiro estelionato dos patrões para garantir o plano de ajuste de Alckmin nas estatais e salvaguardar os lucros da proprietária "Dona Marlene" da Higilimp.

Superexploração às trabalhadoras da Guima e Centro

O Metrô, como se não bastasse nao pagar as trabalhadoras da Higilimp, obriga as trabalhadoras da Guima e Centro a fazerem o serviço extra que a Higilimp deixou pra trás na Linha 1 Azul. As trabalhadoras da limpeza são obrigadas a irem nas estações sozinhas para cumprir um plano de fura-greve e fazer toda a limpeza sem os equipamentos de proteção e maquinário necessário. Os metroviários estão denunciando essa prática desde a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da L1 Azul.




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