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Metrô ignora Justiça e atrasa pagamento dos salários

A direção do Metro de SP em comunicado oficial, na última quinta feira (28), informou que só irá realizar o pagamento dos salários no próximo dia 06 de maio. Descumprindo assim, a decisão da Justiça do dia 08 de abril, conforme despacho da juíza Luciana Siqueira Alves Garcia. Conforme matéria vinculada do jornal Estado de São Paulo "é a primeira vez em 47 anos de existência da companhia, que os salários são atrasados”.

sexta-feira 29 de abril de 2016| Edição do dia

O Metrô alega que não tem condições orçamentárias de realizar o pagamento na data de hoje (29), entretanto é publico e notório os casos de corrupção e as denúncias de contingenciamento de verbas por parte do Governo Alckmin da Companhia. Como explica Francielton, trabalhador da manutenção do Pátio Jabaquara:

"Foram mais de 180 milhões, somente esse ano, que o Estado de São Paulo cortou do orçamento destinado aos investimentos no Metro. Sem contar os bilhões desviados no trensalão, os trens parados há 4 anos sob investigação dos deputados Carlos Gianazzi e Raul Marcelo quase impedidos de entrar recentemente no Pátio Jabaquara e a política de privatização da Linha 5 Lilas. Agora Alckmin quer que os metroviários e a população paguem a conta."

A decisão do Metrô em adiar o pagamento dos funcionários, ocorre na mesma semana que a justiça novamente manteve a decisão em primeira de instancia de impedir a reintegração imediata de 32 metroviários demitidos por lutar na Greve de 2014, apesar de já não estar configurada a demissão por justa causa. Guarnieri, operador de Trem e da cipa da Linha 1 Azul, comentou:

"Alckmin, está se aproveitando da conjuntura aberta com a aprovação do impeachment e do golpes institucional em curso, cujo o PSDB foi um dos articuladores, para avançar sobre a retirada de direitos e manter uma demissão que já esta comprovada que foi arbitrária. O Metrô, subordinado a esse governo, está desafiando os metroviários, já atacou nossa PR (Particpação nos Resultados), as estações estão sem quadro de funcionários para atender a população, e agora descumprem as Leis trabalhistas e o Acordo Coletivo. Nós não aceitaremos passivamente, vai ter luta e resistência contra os ajustes desse governo."

O Sindicato dos Metroviários convocou uma Plenária Geral Extraordinária dos delegados sindicais, cipistas e aberta a categoria para debater as primeiras medidas a serem tomadas.

"É urgente e necessário que a Diretoria do Sindicato tire um plano de luta contra esses ataques de Alckmin e pela reintegração imediata dos metroviários demitidos, votando ações e preparando medidas na base da categoria. A campanha salarial se configurará com mais ataques, e por isso precisamos estar preparados, aliando-se com a população em defesa de um transporte estatal sob controle dos trabalhadores e usuários.", completou Guarnieri.




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