Gênero e sexualidade

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Metrô de SP segue negando tratar a saúde e segurança das mulheres na CIPA

Demanda de anos na categoria, a criação da subcomissão de proteção e saúde da mulher segue sem ser atendida. A empresa avança na sua ingerência e intransigência, ferindo normas regulamentadoras para impor seu plano de trabalho.

sábado 6 de abril| Edição do dia

Desde que foram eleitos para a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), no final do ano passado, os representantes dos trabalhadores das linhas 1, 2 e 3 seguem travando uma batalha para que seja criada a subcomissão de proteção e saúde da mulher. Porém, os representantes da empresa que compõem a bancada indicada não aceitam a subcomissão e desrespeitam as normas regulamentadoras, sem ao menos colocar para votação o tema.

A empresa fere a autonomia da CIPA, impondo um plano de trabalho que não atende a demanda da categoria, deixando usuárias, funcionárias efetivas e terceirizadas sem amparo adequado para os diversos casos de assédio e abuso sexual que sofrem cotidianamente.

Por isso as bancadas dos trabalhadores eleitos da CIPA na linha 1, 2 e 3 estão levando a frente uma campanha pela criação da subcomissão de mulheres com setoriais de base da bancada eleita, materiais unificados e abaixo assinado que está sendo trabalhado na base e já conta com apoio massivo da categoria. Nós do grupo de mulheres Pão e Rosas e do Movimento Nossa Classe defendemos também a criação de comissões de mulheres por linha para fortalecer essa campanha e a organização das metroviárias.

E hoje, mais do que nunca, se faz necessária a criação dessa subcomissão. Com a entrada de Bolsonaro no governo, um misógino e amigo de Donald Trump, se consolida o golpe institucional que arrasta atrás de si, até hoje, a ferida aberta do brutal assassinato de Marielle Franco. Um governo inimigo das mulheres, que quer deteriorar ainda mais as condições de vida com a aplicação da reforma trabalhista e aprovação da reforma da previdência. Dois ataques onde quem mais vai sentir na carne serão os setores oprimidos como as mulheres, os negros e LGBTs.

As bancadas de trabalhadores das CIPAs seguirão na campanha em defesa da criação da subcomissão de mulheres, com o trabalho do abaixo assinado e boletim unificado de todas as bancadas, exigindo que as CIPAs possam tratar da saúde e segurança das mulheres metroviárias, efetivas e terceirizadas, e também das usuárias.

Fortalecer a organização das mulheres é muito importante em meio a esse cenário de cada vez mais ataques. Para conquistar a subcomissão de mulheres na CIPA do metrô de SP, mas também para as batalhas decisivas que estão por vir no governo de Bolsonaro. Nós do Pão e Rosas temos ambições ainda maiores, pois acreditamos que não existe emancipação das mulheres dentro desta sociedade capitalista. Queremos superar a estratégia meramente parlamentar que defende o PT. Por isso convidamos todas as metroviárias que conheçam nosso manifesto "Por um feminismo socialista para enfrentar o governo Bolsonaro" e venham debater essas ideias na plenária do Pão e Rosas no próximo sábado na Casa Marx.

Ao final teremos confraternização e samba das minas, e durante toda a atividade haverá creche.

Neste sábado, 06 de abril, às 15h. Na Casa Marx, Praça Américo Jacomino, 49, em frente ao Metrô Vila Madalena. Acesse o evento!

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