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METRÔ SP

Metrô de SP ataca os trabalhadores em meio ao aumento da tarifa

Reproduzimos declaração do Movimento Nossa Classe contra mais uma tentativa de avançar na privatização do metrô de SP onde mais uma vez avançam sobre os direitos dos trabalhadores metroviários.

sexta-feira 11 de janeiro| Edição do dia

Não aceitar a 4x1x4x3 noturna!

Não trocar turno para trabalhar noite!

Não fazer hora extra!

Não colabore com o ataque do Metrô aos nossos direitos e conquistas! Em defesa da escala base e da jornada de 36h!

O Metrô está rasgando o acordo coletivo com a categoria.

Aceitar a 4x1x4x3 noturna não vai resolver a falta de equiparação salarial e muito menos a perda do adicional de bilheteria, pelo contrário: só irá piorar as condições de trabalho e prejudicar a própria saúde dos trabalhadores. O Metro ao tropelar o acordo coletivo neste ponto hoje abre um precedente para que a empresa avance sobre outros direitos conquistados com muita luta pela categoria.

A imposição desta escala pela via de acordos individuais tem como objetivo avançar na privatização do Metrô acabando com a escala de 36h no metrô e precarizando ainda mais o transporte para a população, como recentemente mostrou negligência da direção da empresa no acidente fatal da criança Luan Silva na estação Santa Cruz. Um episódio que deixou todos nós abalados, e que teria sido evitado se o governo investisse em segurança operacional nas plataformas e vias e realizasse a contratação de mais funcionários, ao invés de acabar com postos de trabalho através da terceirização e do PDV.

Além de mais precário a privatização deixa o transporte mais caro, e não a toa sofremos todos esses ataques em meio um aumento abusivo das tarifas para R$4,30, acima da própria inflação, com o objetivo de seguir gerando lucro para os grandes empresários e empreiteiras.

Por isso não podemos ceder nenhum terreno para que a nova direção da empresa empossada por Doria avance na sua política de privatização.

A crise política e econômica serão a agenda principal dos governos BolsoDoria, promovendo ajustes e retirando direitos dos trabalhadores. Essa é a exigência do mercado e pra isso se consolidou um golpe que levou a extrema direita no poder, com o objetivo de acelerar e aprofundar os ataques que o próprio PT vinha realizando.

É hora de defender os nossos direitos e conquistas, não vamos baixar a cabeça como fazem hoje as principais centrais sindicais a Bolsonaro. É necessário resistir e para isso o sindicato precisa ter um plano de luta que unifique a nossa mobilização contra a retirada de direitos e o aumento da tarifa, buscando criar uma aliança com a população para derrotar a privatização!

Compareça na Reunião do Movimento Nossa Classe antes da assembléia as 17h.

Todos a Assembleia dia 17/01 às 18h30!

Movimento Nossa Classe Metroviários




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