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ESTATIZA O TRANSPORTE

Metrô Rio lança "promoção" de férias que economiza 20 centavos da tarifa abusiva

quarta-feira 28 de junho| Edição do dia

O Metrô Rio lançou um cartão "promocional" de férias para reaver os 8 milhões de passageiros que perdeu no primeiro trimestre deste ano. O cartão, que estará à venda até setembro, custará 60 reais e servirá para 42 viagens no período de uma semana, custando em teoria R$ 1,40 cada passagem.

Porém, como o reduzido Metrô não é uma atração turística da cidade do Rio de Janeiro, normalmente os passageiros usam-no apenas duas vezes por dia (ida e volta), ou quatorze passagens por semana, caso viagem sábado e domingo, totalizando um gasto de sessenta reais e vinte centavos (R$ 60,20).

A concessionária responsável pelo serviço perdeu 14,5% (8 milhões) de viagens única e exclusivamente pelo preço abusivo da passagem, de R$4,30, que é cobrado para se utilizar uma transporte totalmente precário, que fica lotado nos horários de pico e com um alcance totalmente limitado, precisando que o passageiro ainda tenha que utilizar ônibus, trens ou BRT para chegar aonde deseja, e pagando nova tarifa também abusiva para estes transportes.

O Rio de Janeiro, aliás, deve ser a única cidade do mundo à ter uma "Linha 4" do Metrô sem ainda ter construído a "Linha 3". Esta quarta Linha inaugurada nas Olimpíadas, hoje é alvo de investigação por fraude na licitação original. O TCE aponta que 2,4 bilhões foram desviados da obra, e além do superfaturamento, a Linha que ligaria a Zona Sul até a Barra sequer chega ao Terminal Alvorada, aonde se concentra o transporte desta região, ficando quase como um apêndice da Linha 1.

Os transportes do Rio de Janeiro hoje servem a uma meia dúzia de empresários, que "lotearam" as regiões exercendo o monopólio concedido pelo governo de estado e pela prefeitura. O trabalhador e o estudante é obrigado por isso à pagar mais de uma passagem para chegar em um local, obrigado a passar horas no trânsito em latas de sardinha para ir trabalhar, ou ficar ilhado em seu bairro sem direito a acessar a cidade no momento de lazer. E tudo isto com financiamento do nosso próprio bolso, isenções fiscais de 71 milhõesa empresas de ônibus por Crivella, ou com Pezão pagando a conta de luz da SuperVia. Nós já pagamos a conta com impostos e ainda assim nos exploram com uma tarifa abusiva, por isso o transporte deveria ser estatizado sob controle dos trabalhadores e passageiros.

FOTO: R7




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