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COVID-19

Mesmo com aumento de mortes, Doria flexibiliza mais e jogos de futebol voltarão em julho

Jogos iniciarão em 22 de julho, não terão torcidas, mas seguirão para assegurar o lucro de mídias, como a Rede Globo, e os patrocinadores, clubes e empresários do esporte.

quinta-feira 9 de julho| Edição do dia

Foto: Fernando Moreno/AGIF

Em meio a rápida contaminação da COVID-19 em todo o país, segue a pressão para que os jogos de futebol retornem para que o lucro dos clubes, patrocinadores, mídia – como Rede Globo – entre outros, não siga sendo abalado. No Estado de São Paulo, que já registra mais de 340 mil contaminados e mais de 16 mil vidas perdidas pelo descaso do governo, agora o governador João Doria (PSDB) decidiu pelo retorno dos jogos em estádios localizados em cidade que estão na fase amarela da quarentena.

O retorno será dado pelos jogos do Campeonato Paulista, tendo início no dia 22 de julho. A intenção é que os 6 jogos que faltam para o final do campeonato ocorram até o dia 8 de agosta, e aí então, dia 9 de agosto iniciará o Brasileirão, ou seja, por hora segue a irresponsabilidade por dentro dos estados e depois isso passará para a fase de contaminação em vários estados.

Dória faz demagogia com todo um programa de higienização e controle através de testes para que a contaminação não ocorra entre todos os envolvidos, desde os jogadores até os funcionários de apoio, segundo o governador. Mas comparar jogadores com os trabalhadores já é forçar bastante, tendo em vista que a maior parte da população que morre hoje são exatamente esses trabalhadores que Doria diz que irá cuidar, mas flexibiliza em passos largos a quarentena expondo a população mais pobre a se contaminarem e não terem em breve leitos de UTIs para serem cuidados.

O governador age com a flexibilização por ter uma ajuda importantíssima para lhe dar respaldo: o governo negacionista, genocida e racista de Bolsonaro e os militares. Enquanto Jair Bolsonaro (sem partido) faz declarações sobre seu fantasioso “histórico de atleta”, a pandemia tirou a vida de diversos atletas no mundo. Qual a segurança que isso pode dar aos jogadores para retornarem? Seriam os testes? Segundo os governantes, sim. Inclusive, testes estes que são negados para a grande maioria da população, onde através deles o governo poderia de fato racionalizar e fazer uma quarentena que combatesse essa rápida contaminação.

Mas para o governo de Bolsonaro e militares – e não podendo nos enganar, também para o Congresso e o STF que tentam se passar de heróis, mas não passam de garantidores do lucro dos patrões – a vida dos trabalhadores não tem valor, a não ser para ser explorada. Dizem querer defender a economia e o emprego, mas só passam ataques cada vez mais profundos, precarizando e nivelando por baixo a vida dos trabalhadores e da juventude. O governo se prepara para sair vitorioso, pisoteando em qualquer direito trabalhista que ainda resta e deixando morrer quem tiver que morrer.




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