Política

GOVERNO TEMER

Mesmo com 46% de desaprovação, Temer afirma não pensar em renúncia

Na manhã desta quinta (22) Temer reuniu-se com jornalistas para anunciar o pacote de ajustes que inclui a Reforma Trabalhista, com isso acena aos patrões que está fazendo de tudo para agradar as expectativas dos setores que consolidaram o golpe institucional.

quinta-feira 22 de dezembro de 2016| Edição do dia

Apesar dos 46% de impopularidade do governo golpista de Temer, que apoiado na mídia, empresários, no imperialismo, e no judiciário, têm recorrentemente pela via do congresso aprovado medidas à toque de caixa, como a PEC 55 que congela os gastos com saúde e educação até 2036, e agora a Reforma Trabalhista por decreto, o presidente descarta a possibilidade de renuncia de seu mandato como afirmou hoje pela manhã no café com os jornalistas.

Segundo informações da Agência Estado, o presidente Michel Temer não cogita renunciar ao cargo e que vai recorrer caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determine a cassação da chapa Dilma-Temer. No próximo ano, o tribunal vai julgar a ação que analisa se houve abuso de poder econômico na eleição de 2014.

"Não tenho pensando em renúncia", afirmou o presidente em café da manhã com jornalistas no Palácio da Alvorada. Ele não descartou recorrer caso a decisão seja pela cassação da chapa. E em seguida completou: "Serei obediente à decisão definitiva do Judiciário".

Sobre a Lava Jato, ele voltou a criticar vazamentos de delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht. Temer foi citado pelo ex-executivo Cláudio Melo Filho acusado de ter pedido dinheiro para a campanha do PMDB.

"Vazamento de delações cria clima de instabilidade", afirmou Temer. "Não pode soltar uma delação por semana. Não dá para esperar 77 semanas para que todas as delações sejam trazidas à luz", disse. Na semana passada, Temer mandou carta ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedindo "celeridade" no caso.




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