CANÇÕES PROIBIDAS QUE ESCUTÁVAMOS NOS ANOS SESSENTA / DITADURA MILITAR /

Mercedes Sosa, a incontornável

Gilson Dantas

Brasília

quinta-feira 3 de janeiro| Edição do dia

[Imagem: site wwww.taquiprati.com.br]

Entre nós, juventude dos anos 1960 e 70, Mercedes Sosa seguramente era - entre as cantoras rebeldes da América Latina -, uma das que mais ouvíamos.

Voz inconfundível, quase todas as canções de protesto, de denúncia e de luta dos povos latino-americanos eram magistralmente interpretadas por ela.

Foi uma cantora argentina, enraizada também na música folclórica daquele país. Um dos expoentes da chamada nova canção. La Negra, como era apelidada – por sua descendência dos povos originários – também era mencionada como “a voz dos sem voz”, dos explorados do nosso continente.

Faleceu em 2009 em Buenos Aires, tendo nascido em julho de 1935, em San Miguel de Tucuman.

Ouçam com atenção a primeira das músicas abaixo, Cuando tenga la tierra, com legendas na nossa língua, e - para além de quaisquer palavras - ficará muitíssimo mais clara a sensibilidade do seu canto e também que qualidade de canções que ela escolhia para cumprir sua missão de vida: despertar – através do seu canto particular, especial, engajado – mais e mais consciências para a luta pela emancipação dos nossos países do jugo capitalista.

Como ela mesma afirmou em uma entrevista em Manaus: “foi lutando que a guitarra americana aprendeu a cantar. Sinto que o meu trabalho de artista cresce à medida em que me posiciono ao lado dos explorados”.

http://www.taquiprati.com.br/cronica/46-o-dia-em-que-mercedes-sosa-encantou-manaus-version-en-espa

Cuando tenga la tierra, de Daniel Toro [legendas em português]:

Duerme negrito:

Gracias a la vida [legenda em espanhol]:




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