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Menina de 10 anos é obrigada a entrar em hospital dentro de porta-mala para fugir de bolsonaristas

Para fugir dos ataques de setores de extrema direita instigados por Sara Winter, a menina precisou se esconder no porta-mala de um carro para entrar no hospital onde realizaria o procedimento do aborto.

terça-feira 18 de agosto| Edição do dia

O estupro da menina capixaba, que desde os 6 anos sofria violência sexual praticada pelo próprio tio, causou repulsa em todo o país contra esse crime que, conforme estudo, causa a morte de 6 crianças por dia no Brasil

Diante desse governo, a realidade degradada do capitalismo se choca com os valores mais reacionários da direita tradicional brasileira, e especificamente nesse episódio tem-se o protagonismo de Sara Winter, reacionária bolsonarista que expôs o nome da menina e o local em que faria o procedimento do aborto, com o intuito de instigar ações de extremistas religiosos e de direita.

Hoje (18), soube-se que a menina precisou se esconder no porta-mala de um carro para entrar no hospital onde realizaria o aborto, enquanto o médico e diretor da unidade, Olímpio Moraes, atraía para o portão principal os fanáticos religiosos e políticos que fecharam a entradas para impedir a realização do procedimento.

Reivindicamos a ação de dezenas de companheiras e companheiros que se colocaram em enfrentamento ao grupo de extrema direita na noite de domingo, em Recife, e nós, do Esquerda Diário e do Grupo de Mulheres Pão e Rosas, acreditamos que rumo ao dia 28 de setembro, dia latino-americano e caribenho pelo direito ao aborto, podemos expor todo o nosso ódio e rechaço á extrema direita bolsonarista e nos colocar contra as milhares de mortes por abortos clandestinos, que têm raça e classe, com a organização e luta de mulheres á frente, junto a classe trabalhadora. A construção desse dia foi uma importante resolução da Conferência Virtual Latino-Americana e dos Estados Unidos, argentina e da qual participamos.

Chamamos as organizações de mulheres, dos direitos humanos, os sindicatos e as organizações de esquerda, como o PSOL e o PSTU, a termos reuniões e plenárias de construção de um forte dia 28 no Brasil. Assim como precisamos exigir das centrais sindicais, dirigidas pelo PT e pelo PCdoB, que rompam sua adaptação à agenda dos ataques e chamem a classe trabalhadora a defender essas demandas junto ás mulheres.

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