Educação

Melo anuncia volta das aulas presenciais no mesmo dia de colapso do sistema de saúde

terça-feira 23 de fevereiro| Edição do dia

Após reunião com Eduardo Leite e vários prefeitos do estado, Sebastião Melo definiu a volta às aulas presencias do Ensino Infantil e dos 1º e 2º anos do Ensino Fundamental das escolas municipais. O retorno presencial está marcado para a próxima-quarta-feira (24). A decisão foi feita também após o prefeito e seu vice se reunirem com representantes da patronal das escolas e creches privadas de Porto Alegre.

Trata-se de mais uma medida que tem as mãos sujas de sangue. O sistema de saúde de Porto Alegre está praticamente colapsado, com quase 100% dos leitos de UTI cheios. Segundo vereador Oliboni, na tarde dessa segunda-feira haveria mais de 100 pessoas aguardando vaga na UTI, enquanto que o sistema de monitoramento online dos hospitais aponta a quase totalidade dos leitos ocupados. A situação é drástica, e Melo parece querer agravá-la, tudo em benefício do lucro dos empresários.

- Com sistema de saúde praticamente colapsado, Melo insiste em priorizar o lucro dos empresários

Melo foi eleito com o intuito de governar para os ricos e, como mostra a enorme frente patronal que conseguiu convencer o governador a ceder na cogestão, suas decisões visam beneficiar o lucro e não a vida. Melo começa com as escolas públicas dos primeiros anos, depois vai avançar para as privadas, permitindo uma abertura 100% na cidade que hoje parece repetir os passos de Manaus, incluindo uma nova cepa em vista. Tudo bem de acordo com a política de seu aliado número 1, Jair Bolsonaro, cuja política assassina já levou mais de 200 mil pessoas em todo o país.

É preciso impedir que a política assassina de Melo siga em frente. A abertura das escolas da rede municipal já se mostrou totalmente insegura, com falta de funcionários de limpeza e sem infra-estrutura adequada. Cada novo passo na abertura de Melo significa mais adoecimento e mais vidas levadas pela Covid. Suas mentiras ainda levará muita gente à morte e é preciso frear isso com a força dos trabalhadores e da juventude, como fizeram os trabalhadores da Cruzeiro hoje, exigindo testes massivos, direito à vacina para todos, a paralisação dos serviços não essenciais combinado com auxílio que garanta a sobrevivência das famílias, bem como a construção de mais leitos de UTI, EPI’s adequados para todos, mais contratação de funcionários.




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