Política

ESQUERDA DIÁRIO IMPRESSO

Melhor resultado da esquerda do ABC

Maíra Machado

ABC paulista

quinta-feira 20 de outubro| Edição do dia

O primeiro turno das eleições municipais marcou dois importantes processos em nosso país. Por um lado, o avanço da direta em manter suas posições e por essa via avançar nos ataques ao conjunto da população, por outro lado as eleições expressaram a falência do PT como partido. Essa situação ligada a milhares de votos nulos e abstenções mostra a necessidade emergente de construir uma nova esquerda, revolucionária que seja capaz de responder aos ataques e aos anseios mais profundos das massas.

Com minha candidatura em Santo André fizemos uma excelente eleição, conseguindo 1496 votos e envolvendo um grande setor de jovens e trabalhadores cientes de que para combater os ataques e o golpe institucional em nosso país é preciso levantar um programa anticapitalista, que consiga responder os problemas que enfrentamos de maneira profunda.

Construindo uma campanha militante, percorremos os bairros operários, fábricas, escolas, universidades, estações, e comércios, rompendo o cerco imposto pelos poderosos para que as ideias de esquerda pudessem chegar a muitos milhares. Ainda assim, nossa candidatura ficou em 41º entre os 522 candidatos a vereador pela cidade, nos dando a localização da melhor votação da esquerda no ABC.

Acreditamos que essa é uma boa mostra de que pudemos organizar em torno da candidatura setores de resistência, que foi às ruas contra o golpe e que está disposto a combater os ataques aos nossos direitos como a PEC 241, a reforma trabalhista e da previdência e a fazer com que sejam os capitalistas os que paguem pela crise. Além disso, saímos com a certeza da possibilidade de construir um posicionamento independente da direita e do PT.

O ABC sempre foi palco principal da política petista. Nos sindicatos gigantescos é a CUT e a CTB que dão a linha a ser seguida. Como temos visto, essas centrais atuam como freio para o desenvolvimento de lutas serias que possam combater as demissões e os ajustes.Seguem mesmo com milhões de desempregados pelo país, defendendo a conciliação de classes e medidas que não impedirão que os governos e empresários sigam nos atacando.

A consigna “que todo político ganhe como uma professora” foi motora de nossa campanha e sua adesão demonstra que a população não aceita mais os privilégios e altos salários dos políticos e funcionários de alto escalão. Seguiremos combatendo por essas ideias e chamamos todos que votaram na gente e todos que vêem a necessidade de construir uma grande força de esquerda na região a se somarem conosco nesse combate, enfrentando os políticos da ordem e os grandes empresários que atuam conjuntamente para seguirem lucrando em cima da exploração do nosso trabalho e de nossas vidas.




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