Economia

PORTA-VOZ DOS ATAQUES

Meirelles tenta novamente enganar a população dizendo que país está saindo da crise

Nesta quarta-feira, 12, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, repetiu a falácia de que a economia brasileira apresenta sinais significativos e de que a pior recessão da história foi superada. Dados apontam o contrário.

quarta-feira 12 de julho| Edição do dia

Meirelles também voltou a falar de reformas do governo com o objetivo de desburocratizar a atividade produtiva. "Além disso, o investimento em infraestrutura é crucial e é a espinha dorsal da capacidade do país em crescer", acrescentou.

Meirelles acrescentou que existe uma abundância de recursos privados interessados em investir na infraestrutura brasileira e, tendo isso em mente, o governo trabalha no aperfeiçoamento das concessões e privatizações, com fortalecimento das agência reguladoras. Ele lembrou que os investimentos esperados em rodovias, ferrovias e energia são da ordem de R$ 80 bilhões.

O ministro disse ainda que o governo segue trabalhando na agenda de médio e longo prazo que elevará a taxa de crescimento brasileira de forma sustentável.

Desde o início do ano Meirelles vem dando declarações com seu “otimismo” em relação à recuperação econômica, sempre ligando essa recuperação a necessidade de fazer passar as reformas e o ajuste fiscal, ou seja, para passar cada ataque à vida dos trabalhadores usa demagogicamente o discurso de saída da crise, que sabemos que é muito mais profunda.

Em 2016 a queda no PIB, foi histórica, chegando a 3,6%, a maior recessão em 80 anos, e vários aspectos da economia que atingem o dia-a-dia da vida dos trabalhadores, só vem piorando nos últimos tempos. O consumo das famílias, por exemplo, caiu 4,2% em relação a 2015, enquanto a despesa do governo caiu 0,6%, e não tem sinais de melhora.

Só no primeiro trimestre de 2017, segundo o IBGE, o desemprego ficou em 13,7%, atingindo 14,2 milhões de pessoas, isso sem falar no desemprego ampliado, pessoas em situação informal e que vivem de bicos, chegando a mais de 24,3 milhões de brasileiros, ou seja, índices maiores que antes do golpe institucional, mostrando que o governo golpista de Temer piorou a vida dos trabalhadores.

Meirelles é o queridinho dos bancos, das grandes empresas, como a JBS, e das privatizações, é o porta-voz das reformas de Temer. Ele é um dos responsáveis pelo plano de privatizações de Temer, que incluiu a privatização da CEDAE no Rio de Janeiro, e quer fazer passar todas as reformas, sendo a principal delas a reforma da previdência, para que sejam os trabalhadores que paguem pela crise.

Tenta justificar a permanência do instável governo Temer “comemorando” qualquer índice pífio da economia, que na verdade não representa nenhuma saída estrutural à crise, e só serve para justificar também a necessidade das reformas.

No momento em que se aprova mais uma reforma, que atacará profundamente os direitos trabalhistas, fazendo que a palavra do patrão valha mais que as próprias leis, é fundamental que mais uma vez os trabalhadores mostrem toda sua potência e possa barrar os planos dos golpistas. Para isso devemos exigir das centrais sindicais que construam a mobilização em cada local de trabalho, nosso ódio à Temer e suas reformas devem virar uma grande greve geral.




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